Serviço Social e Questão Social: Alienação e Conscientização
Palavras-chave:
Questão, Social, Alienação, Identidade, ConsciênciaResumo
Esse resumo é fruto da disciplina de Fundamentos Históricos Teóricos Metodológicos do Serviço Social II, da Universidade Federal do Pampa. Ele foi elaborado através de leituras bibliográficas, discussões em sala de aula, com aulas expositivas e dialogadas, trabalhos individuais, em grupo e estudos dirigidos. Também ocorreram rodas de discussões sobre o tema e aulas para a elaboração do resumo. Ele apresenta as origens e a trajetória histórica do Serviço Social no Brasil, e busca problematizar a questão de como os assistentes sociais eram alienados com as suas atitudes frente à questão social. Durante as discussões, compreendemos que Serviço Social surge no contexto histórico em que se consolida o modo de produção capitalista, produtor do antagonismo entre a burguesia e o proletariado, com a finalidade de mascarar o conflito entre essas classes. Os problemas sociais como o desemprego eram concebidos pelos assistentes sociais de forma descontextualizada e a intervenção era direcionada para trabalhar a mudança de atitudes dos usuários. Os assistentes sociais atuavam com o objetivo de contribuir para os usuários visualizarem que o Estado preocupava-se com suas demandas, como se o capitalismo tivesse uma face humanitária e justa, individualizando a questão social e culpabilizando os sujeitos sociais. Concluímos que, para a burguesia a intervenção dos assistentes sociais tinha a finalidade legitimar o modo de produção capitalista. Portanto, a prática dos primeiros assistentes sociais era permeada pela ilusão de servir, porque eles achavam que estavam atendendo as demandas das classes populares, mas na verdade eles estavam atendendo os interesses da burguesia. Compreendemos que os profissionais estavam com uma identidade atribuída pela burguesia e sua prática era alienada na medida em que os assistentes sociais não tinham consciência da finalidade de seu trabalho, que favorecia a acomodação dos trabalhadores e a manutenção do status quo. Somente em 1960, os assistentes sociais começam a questionar o sentido de sua prática profissional e as teorias importadas para a América Latina e sua vinculação com os interesses capitalistas. Nesta época, com a ditadura e os movimentos sociais, o Serviço Social pôde encontrar subsídios para uma renovação da profissão. A partir daí, começa a se aproximar do marxismo, através de Althusser. Os assistentes sociais foram divididos entre os conservadores, que permaneceram nas instituições, e os transformadores, que foram para os movimentos sociais. O processo de ruptura com o conservadorismo foi sendo construído com os propósitos do movimento de reconceituação, que resultou em uma consciência crítica dos profissionais. Desse modo, concluímos que essa experiência de ensino-aprendizado que articula discussões em sala de aula com o apoio de pesquisa bibliográfica contribuiu para a compreensão do processo histórico do Serviço Social e de como os assistentes sociais vão tomando rumos críticos frente à questão social.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Serviço Social e Questão Social: Alienação e Conscientização. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/64943. Acesso em: 15 maio. 2026.