O Serviço Social e as Mobilizações Sociais na Consolidação de Direitos
Palavras-chave:
Capitalismo, Serviço, Social, PolíticasResumo
O estudo da gênese do Serviço Social que surge no contexto europeu, com reflexos no Brasil vinculado as necessidades da classe burguesa em mascarar os antagonismos produzidos pelo modo de produção capitalista que da base para a discussão do presente resumo, partindo de pesquisas bibliográficas, debates e reflexões na disciplina de Fundamentos Históricos Teóricos e Metodológicos em Serviço Social II, do Curso de Serviço Social da Universidade Federal do Pampa Campus São Borja. Com o surgimento do capitalismo no Brasil na década de 1930, ocorreu a migração e o aumento da população nas cidades, evidenciando-se as disparidades sociais, uma vez que as necessidades que antes existiam não foram superadas. O chamado exército de reserva - trabalhadores que estavam fora do ciclo mercantil - servia como ferramenta para a diminuição do preço da força de trabalho, sendo esse o interesse dos capitalistas. Nesse contexto, a insatisfação do proletariado com a intensa exploração contribuiu para o desencadeamento de uma série de reivindicações que levaram o Estado a criar o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio e a conceder direitos aos trabalhadores, embora os mesmos entendessem somente como uma conquista da classe - medida tomada para manter a hegemonia burguesa que manifesta um movimento conquistas e concessões - evitando possíveis revoltas da classe operária. Nesse cenário de inquietações, surge o Serviço Social no Brasil, com caráter econômico e ideológico, baseado no modelo de intervenção europeu, altamente vinculado a Igreja Católica, intervindo de maneira caritativa nas expressões da questão social. O assistente social não partia de uma análise critica da realidade para atuar junto às demandas da população, reproduzia o que era institucionalizado mantendo o status quo. Através de um processo de questionamentos da sua própria identidade, o Serviço Social passa a entender o caráter alienado de seu trabalho e busca se reconceituar através de um projeto profissional vinculado ao projeto societário da classe trabalhadora pois o mesmo vendia a sua força de trabalho - e passou a se comprometer com as necessidades da população, vinculando-se as mobilizações e reivindicações dos trabalhadores. Não podemos negar que a criação dos Ministérios e a consolidação das leis são avanços enquanto interesses da classe. Entretanto, deve-se compreender que essa relação só aumenta as dependências ao Estado e, por conseguinte, acaba por gerar fragmentação dos interesses, enfraquecendo o todo e não se reconhecendo mais como categoria, reflexo da política Varguista que de maneira ilusória oferecia uma noção de direitos que mantém a dominação do capital sobre o trabalhador e dos seguintes governos que deram sequência a essa relação onde o Estado fornece sustentação aos interesses da classe dominante. Atualmente, as políticas públicas adotadas são heranças desse período histórico, onde o Estado transfere para outros setores público/privado algumas de suas funçõesDownloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
O Serviço Social e as Mobilizações Sociais na Consolidação de Direitos. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/64935. Acesso em: 15 maio. 2026.