O Projeto Mais Educação Apontamentos e Reflexões
Palavras-chave:
Educação, Física, Escolar, Cooperação, ParticipaçãoResumo
O presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência que tive enquanto acadêmico do curso de Licenciatura em Educação Física no ano de 2013, no Projeto Mais Educação/Segundo Tempo, na Escola Estadual de Ensino Fundamental Jose Hermeto Pinto Bermudez, como monitor. O trabalho era realizado por 4 dias por semana com aproximadamente 25 crianças, as quais ficavam no turno da manhã até as 16h da tarde, almoçavam na escola e também recebiam o lanche; o grupo era heterogêneo com alunos do segundo ao quinto ano, sendo as crianças em situação de vulnerabilidade social, necessitando estar na escola dois turnos; a escola não dispõe de uma quantidade significativa de materiais esportivos e meu primeiro desafio seria: o que fazer sem material? Como tornar as aulas atrativas? Achei uma alternativa possível construí um plano de aula, respondendo algumas perguntas O que? Como? Quando? De que forma? Qual o material? Preparei aula sobre esportes separando e explicando o que era esporte coletivo e depois o que era esporte individual; pela idade eles tinham muitas informações a respeito, perguntei sobre as informações e a maioria respondeu que foram através da televisão, mais precisamente o globo esporte que assistiam diariamente, nada de rádio, muito menos jornal. No passo seguinte levei diversos jornais locais e de tiragem estadual, tesoura, cola, papel pardo, pincel atômico, e sugeri uma tarefa em grupo, montar um painel com os esportes encontrados nos jornais, separando e identificando, coletivo e individual, podiam recortar as noticias, podiam pintar, manusear o jornal. Trabalharam a tarde inteira na confecção dos painéis, meninos e meninas participaram de forma criativa, colocaram títulos, coloriram, e depois expusemos no saguão da escola, valorizando-os. Alguns alunos me pressionavam para jogar, eles queriam uma bola, demonstrando que o espaço da educação física é visto como prática de esporte coletivo, na maioria das vezes de futebol. Somente na sexta-feira as quadras de esportes estão liberadas para o projeto, pois neste dia as outras turmas da escola não têm aula de Educação Física. Então, a preocupação era que estratégias para as alunas participarem e como inserir os que não conhecem o jogo de futsal? Propus jogarem através das brincadeiras, começamos com o jogo de mãos dadas, um menino pega na mão de uma menina, e correm atrás da bola, jogaram em duplas, a resistência maior foi dos que sabiam jogar futsal, disseram que aquilo não era jogo; de parte das alunas não houve resistência. Adotou-se outras formas de brincar com a bola e a novidade foi o vôlei com lençol, eles gostaram muito da brincadeira, foi divertido, pois é jogo cooperativo, para executar a jogada precisam estar em sintonia. Com esta experiência consegui compreender uma pouco mais o contexto escolar, seus limites, suas possibilidades e o papel do professor frente à escola, de agente inovador, aquele que faz mais do que simplesmente rolar a bola para os alunos a jogar.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
O Projeto Mais Educação Apontamentos e Reflexões. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/64903. Acesso em: 15 maio. 2026.