A Literatura Marginal Na Formação De Leitores Autônomos
Palavras-chave:
conhecimento prévio, Literatura Marginal, leitor autônomoResumo
A leitura na escola é um desafio, uma vez que tem como finalidade a compreensão e a comprovação, ou não, das hipoteses formuladas quando o leitor se depara com o texto. Segundo Solé (1998), para que haja interação durante o processo, é utilizado o conhecimento prévio, que reflete o pensamento do grupo social do qual o leitor faz parte. A intenção de utilizar a Literatura Marginal se deve ao fato de essa literatura apresentar uma caracteristica diferente das outras literaturas que é a linguagem: ela apresenta marcas coloquiais, na qual aparecem muitas gírias. Nesse trabalho, acreditamos que esse traço faz com que os alunos se identifiquem com essa linguagem interagindo mais fácil com o texto e o autor. Esse trabalho,que está em andamento e faz parte do PIBID/CAPES Letras LIngua Materna, da UNIPAMPA Jaguarão, tem por objetivo a formação de leitores proficientes, uma das metas do subprojeto. Durante os encontros semanais, vimos as características de como pode ser um leitor autônomo e as estratégias de formação desses. Nossa metodologia na escola consiste em: apresentação do texto, discussão da relação do assunto tratado com algo que foi vivenciado, oralização da vida no bairro onde moram, escrita e reescrita de texto pelos envolvidos.Cada um desses passos tem a sua importância para a verificação da hipótese inicial e para atingirmos o objetivo principal: a formação de leitores autônomos. A turma, que conta com 10 alunos da Escola Castelo Branco, localizada no Bairro Kennedy, na cidade de Jaguarão, tem um histórico de não leitores, portanto é interessante trazer textos com os quais eles possam fazer uma troca de experiência com o autor e essa literatura que pretendemos trabalhar tem esse perfil. A hipótese levantada e que pretendemos confirmar, ou não, diz respeito à contribuição dessa literatura para a formação de leitores proficientes e produtores de textos escritos dos alunos envolvidos no Projeto. Além disso, é interessante apresentar um novo estilo de literatura para a escola que pode condizer mais com a realidade dos alunos ao mesmo tempo em que desperte nos meninos e meninas o gosto pela leitura fazendo com que se tornem leitores e escritores proficientes. Para o nosso aporte teórico utilizaremos as autoras Kleiman (2002) e Solé (1998), que contribuirão para a estruturação da metodologia a ser utilizada e nas estratégias de aumentar a motivação dos alunos em relação à leitura e escrita. Esperamos que esta proposta inovadora, no sentido de introduzir em sala de aula uma literatura diferente das já utilizadas, seja bem aceita e confirme nossa hipótese inicial que é a contribuição dessa literatura na formação de leitores autônomos.Downloads
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Publicado
2013-03-15
Edição
Seção
Lingüística, Letras e Artes
Como Citar
A Literatura Marginal Na Formação De Leitores Autônomos. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 3, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/63807. Acesso em: 20 abr. 2026.