Geografia Crítica: origens e perspectivas

Autores

  • Leandro Barcelos De Lima
  • Lisa Fernanda Meyer Da Silva

Palavras-chave:

Geografia Crítica, Origens, Perspectivas

Resumo

Até meados da década de 1970 do século passado, a Geografia, intitulada tradicional, mantinha uma posição de indiferença e total neutralidade, frente aos acontecimentos e transformações que ocorriam no mundo pós-guerra, sobre tudo no que diz respeito aos problemas sociais e ambientais, que se intensificaram e passaram a assolar uma parcela significativa da população mundial. Divergindo do marasmo habitual surgiu, inicialmente na França e depois difundindo-se para boa partes dos países ocidentais, uma nova vertente desta ciência geográfica, que tinha como objetivo principal combater as injustiças sociais, preservar o meio ambiente, apoiar as lutas de classe legítimas, debater as questões de gênero e outros temas nunca antes discutidos publicamente. Surgia assim a Geografia Crítica. A pesquisa hora apresentada tem como objetivo central apresentar o período de surgimento da Geografia Crítica, bem como destacar quem foram os principais teóricos e quais são as perspectivas futuras desta corrente do pensamento. A pesquisa foi desenvolvida tendo como metodologia o estudo de caso, realizado em diversos livros, revistas e artigos científicos, impressos e digitais, que tinham como tema o assunto aqui tratado, destacando-se como principal referencial teórico as obras de Lacoste (1976), Moraes (1981), Moreira (1987), Santos (2002) e Vesentini (2007). Os resultados apontaram que a Geografia Crítica surgiu em um período de revisão de ideias e valores, como por exemplo: as lutas civis nos Estados Unidos, as críticas mundiais à guerra do Vietnã e ao apartheid, expansão do movimento feminista, a quase universalização da educação e o crescimento do ecologismo. Destacaram-se com grandes pensadores da época: Lacoste, Gramsci, Foucault, Santos, Castro, Vesentini e Vlach. Apesar de questionar velhos paradigmas, a Geografia Crítica ainda esbarra nos ideais das classes dominantes que, implicitamente, impões suas vontades e interesses, em detrimento da coletividade, seja através dos meios de comunicação de massa ou mesmo através da educação, obrigando educadores a transmitir conteúdos sistematizados, que acabam por perpetuar as mazelas que afligem a sociedade. Em fim, interessada em formar um indivíduo crítico, participativo e capaz de entender e questionar o mundo que o cerca, a Geografia Crítica, de mãos dadas com os movimentos sociais não dogmáticos, desponta como uma poderosa ferramenta de combate aos problemas que impedem a sociedade de se desprender de uma vez por todas das mazelas que a atormentam, contribuindo desta forma para um mundo mais justo e igualitário.

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Publicado

2013-03-15

Como Citar

Geografia Crítica: origens e perspectivas. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 3, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/63707. Acesso em: 18 abr. 2026.