Formação Docente em Gênero e Sexualidade na Escola

Autores

  • Jean Rodrigothomaz
  • Cristiane Barbosa Soares
  • Fabiane Ferreira Da Silva

Palavras-chave:

gênero sexualidade docência

Resumo

Este relato tem como objetivo expor e refletir sobre uma atividade realizada com profissionais da Educação Básica, aos quais se incluem professoras/es, equipe pedagógica e funcionárias/os, durante um dia de atividades na Escola Estadual de Ensino Médio Paulo Freire, em Uruguaiana/RS. Intitulada Formação Docente em Gênero e Sexualidade na Escola, a atividade teve o objetivo de proporcionar um espaço de discussão sobre as questões de gêneros e sexualidades presentes no âmbito escolar. Ainda, tinha o objetivo de discutir as formas com que essas temáticas vêm se manifestando na realidade daquele contexto escolar. Cabe salientar que nosso entendimento sobre sexualidade e gênero é compartilhado do viés pós-estruturalista dos estudos culturais. Esta atividade é fruto de uma das ações da Comunidade Aprendente em Ensino, Pesquisa e Extensão Educacional - CAEPEE, do Campus Uruguaiana da Universidade Federal do Pampa ? UNIPAMPA, que surge com o intuito de promover uma ponte entre a universidade e a escola, já que estas são de extrema importância quando levado em consideração que constituem-se como espaços de formação continuada de professoras/es que nela atuam e também de formação inicial, dos estagiários e dos bolsistas de iniciação à docência que nela desenvolvem atividades. Além disso, a universidade deve cumprir seu papel de promoção dos saberes, onde saberes são discutidos, e de compartilhamento de saberes, onde assume a responsabilidade pela socialização dos estudos e discussões para a Educação Básica e comunidade como um todo. Realizou-se a dinâmica chamada técnica do semáforo, em que as professoras escreveram suas vivências/dúvidas de sala de aula sobre gênero e sexualidade e colaram na parede de acordo com a intensidade dessas experiências ? verde para as que foram fáceis de trabalhar, amarelo para as mais ou menos difíceis de trabalhar e vermelho para as muito difíceis de trabalhar. Essa técnica teve o objetivo de ouvir as falas e fazer um levantamento das experiências daquela escola com as questões de gênero e sexualidade. Foi desenvolvida, também, uma apresentação sobre os gêneros, as sexualidades, os entendimentos dessas temáticas pelas diversas instâncias sociais, as formas de vivencia-las, as proibições que são impostas aos sujeitos que fogem do padrão atualmente adotado pela sociedade que adota o sujeito normal como homem, heterossexual, católico e branco, problematizar o entendimento de que as crianças não manifestam sexualidade, que elas não nascem meninos e meninas, mas são constituídos e interpelados para que ?naturalmente? assim se manifestem, e problematizar o único discurso autorizado na escola, que é biológico. Ou seja, para se tratar as sexualidades é deixado de fora os prazeres, desejos, vontades, identidades sexuais, libido, orgasmo, curiosidades, violências sexuais e uma série de outras questões, por assumirem, muitas vezes, que escola não é espaço para tais discussões. A partir dessas discussões e das falas das professoras, pudemos perceber a necessidade de espaços formativos como esses, onde conseguimos ouvir as dúvidas das profissionais da educação, sugerir diferentes abordagens que maximizem o olhar humano levando em consideração a multiplicidade de sujeitos que rodeiam nossas escolas.

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Publicado

2013-03-15

Como Citar

Formação Docente em Gênero e Sexualidade na Escola. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 3, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/63681. Acesso em: 17 abr. 2026.