Associação entre Envelhecimento e Déficit Cognitivo em um Grupo de Idosas de Uruguaiana/RS.

Autores

  • Jéssica Pereira Souza
  • C. G Évilin
  • C. E. P Jacqueline

Palavras-chave:

Idosos, memória, cognição, idade

Resumo

O envelhecimento é um processo que envolve mudanças fisiológicas e morfológicas, dentre elas é destacado o déficit de memória. A velocidade do processamento de informações, que é importante para formação de novos traços de memória é menos nos idosos do que nos jovens. Várias hipóteses surgem, algumas delas são os desusos da memória, onde o idoso se afasta de estimulações cognitivas, a dimiuição de estratégias de memoriazação, e quando o próprio idoso é descrente de sua capacidade, acreditando que apenas o aumento da idade influencia essa condição. O objetivo do presente trabalho foi de analisar a memória dos idosos, relacionando as idades e possíveis fatores que possam vir a auxiliar a estimulação cognitiva. Foram analisados os dados através de um questionário estruturado multidisciplinarmente, onde foi levado em consideração o Mini Exame do Estado Mental (MEEM), que é o teste mais utilizado para avaliar a função cognitiva, composto por 30 perguntas. Onde acima de 25 pontos certos é considerado normal, e igual ou menor que 24 já são considerados déficit mental. Para responder os questionários foram selecionados idosos acima dos 65 anos, sexo feminino, realizado por meio de uma coleta efetuada em instituições públicas e domociliares no município de Uruguaiana/RS. Os resultados obtidos foi da analise de 63 idosas, foi observado uma média de acertos entre as idades. Dos 65 aos 74 anos a média foi de 27,07 (90%), dos 75 aos 84 foi de 25,07 (83,5%), e 85 aos 94 a média de acertos foi de 20,14 (67,14%), tendo cada idade suas peculiaridades. Na faixa dos 65 anos, a idosa com maior número de acertos tinha 68 anos e 30 acertos (100%) e a de menor apresentava 68 anos também e 17 acertos (56,66%); acima dos 70 anos, uma idosa com 71 anos apresentou 29 acertos (96,66%) e a de menor tinha 73 anos e 15 acertos (50%); com 80 anos, a de maior acerto tinha 88 anos e 28 acertos (93,33%) e a de menor 87 anos e 17 acertos (56,66%); com mais de 90 anos, uma idosa com 91 anos apresentou 20 acertos (66,66%) e de menor apresentava 90 anos e 14 acertos (46,66%).Diante dos resultados vimos uma pequena diferença de acertos entre as idosas com 68 (17 acertos), 73 (15 acertos) e 90 anos (14 acertos), visto que essas três idosas não participavam de grupos onde sua cognição fosse estimulada. Já as idosas com maiores acertos, 42 (66,66%), faziam parte de grupos que além de atividades físicas, faziam uso de leituras e jogos, além do próprio convívio social.O que é visto em pesquisas recentes e demonstrado no trabalho e que o fato do avançar da idade não deve ser levado como única  e mais importante significância no déficit de memória. Conclui-se a importância de programas que visem à estimulação cognitiva e funcional do idoso, proporcionando assim, uma melhora na autoestima e qualidade de vida. Os programas devem fundamentar-se na implementação de alternativas participação, ocupação e convívio com as demais gerações. 

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Publicado

2013-03-15

Como Citar

Associação entre Envelhecimento e Déficit Cognitivo em um Grupo de Idosas de Uruguaiana/RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 3, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/63612. Acesso em: 19 abr. 2026.