Linfedema Pós-Mastectomia: Possibilidades Fisioterapêuticas
Palavras-chave:
linfedema, pós-mastectomia, câncer de mama e fisioterapiaResumo
Introdução: O linfedema é uma das complicações mais frequentes e perturbadoras que afetam aproximadamente 15 a 20% das mulheres submetidas ao tratamento do câncer de mama. O risco de surgimento do linfedema depende do procedimento cirúrgico, do número e níveis de linfonodos esvaziados, da radioterapia e do perfil clínico e social da mulher, visto que, a remoção desses gânglios gera uma sobrecarga no sistema linfático no qual incide em um acúmulo excessivo de líquido no espaço intersticial, altamente protéico. Entre as complicações estão expansão da pele e do espaço subcutâneo, diminuição da amplitude de movimento (ADM) do ombro, sensação de peso, cansaço e dificuldade na realização das tarefas diárias. Além disso, interfere na autoimagem, no relacionamento social e na qualidade de vida. O tratamento fisioterapêutico quando iniciado precocemente desempenha papel importante e tem como objetivos a prevenção e/ou redução do linfedema e suas repercussões nas funções e atividades cotidianas e laborais. Objetivo: Este trabalho se caracterizou como uma revisão bibliográfica sobre as possibilidades fisioterapêuticas utilizadas no linfedema pós-mastectomia. Metodologia: Realizou-se um levantamento bibliográfico entre 2005 e 2011, nas bases de dados SIELO, LILACS e INCA, com as palavras-chave: linfedema, pós-mastectomia, câncer de mama e fisioterapia. Resultados e Discussão: As condutas fisioterapêuticas foram drenagem linfática manual (DLM), enfaixamento compressivo funcional (ECF), cinesioterapia, corrente de alta voltagem (CAV), laserterapia, auto-massagem linfática e orientações sobre autocuidado, sendo essas não invasivas. Além disso, o tratamento fisioterapêutico deve ser dividido em três fases: pré-tratamento, durante o tratamento e após o tratamento do câncer de mama, prevenindo o linfedema desde o diagnóstico de câncer de mama. A fisioterapia pode auxiliar na prevenção e/ou diminuição do linfedema e restrições de ADM de ombro, bem como alterações posturais, algias e aderências cicatriciais. Destaca-se a necessidade de uma abordagem fisioterapêutica precoce a fim de minimizar os efeitos do linfedema e da radioterapia, especialmente sobre os linfonodos axilares e/ou supraclaviculares. Também a precocidade ajuda a desenvolver canais linfáticos colaterais na região do membro superior ipsilateral, funcionando ainda, como um incremento à força muscular, já que, a contração muscular é fator contribuinte à drenagem linfática. Igualmente, a fisioterapia aquática e a compressão pneumática intermitente são possibilidades terapêuticas no tratamento do linfedema. A CAV relaxa a musculatura aumentando assim os fluxos sanguíneos, consequentemente o edema é absorvido, do mesmo modo que se reduz a perimetria, a volumetria e a severidade do edema através da redução na permeabilidade de proteínas para o espaço intersticial. Acredita-se que a laserterapia no tratamento do linfedema provoca a estimulação da linfangiogênese, agindo no sistema imune e reduzindo a fibrose, porém, trata-se de uma modalidade terapêutica com poucas evidências clínicas sobre sua ação no linfedema. Conclusão: Pode-se concluir que as modalidades mais utilizadas e com resultados satisfatórios no tratamento do linfedema é o conjunto de técnicas conhecido como tratamento físico complexo (TFC), método que abrange drenagem linfática manual, enfaixamento compressivo funcional, cinesioterapia, braçadeira elástica e auto-massagem. Portanto, cabe ao profissional avaliar e selecionar a melhor combinação de modalidades fisioterapêuticas no tratamento do linfedema.Downloads
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Publicado
2013-03-15
Edição
Seção
Ciências da Saúde
Como Citar
Linfedema Pós-Mastectomia: Possibilidades Fisioterapêuticas. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 3, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/63575. Acesso em: 17 abr. 2026.