História Ginecológica das Idosas Participantes do Programa de Extensão ?Idosas nas Margens do Rio Uruguai?

Autores

  • Vanessa Santos Dos Santos
  • Eroni Figueiredo De Almeida Júnior
  • Patrícia Morales Soares
  • Deborah Soledad Mionis
  • Joice Moreira Schmalfuss
  • Jacqueline Da Costa Escobar Piccoli

Palavras-chave:

Saúde do Idoso, Saúde da Mulher, Perfil Ginecológico

Resumo

Introdução: o número de idosos vem aumentando cada vez mais e, quando se distingue essa população por gênero, o crescimento é proeminente em mulheres. Mesmo tendo uma expectativa de vida maior que os homens, as mulheres idosas são acometidas por doenças e neoplasias, sendo o câncer de colo de útero um dos mais frequentes, não ultrapassando apenas o câncer de pele e o câncer de mama. Objetivo: descrever a história ginecológica das idosas participantes do Projeto de Extensão ?Idosas nas Margens do Rio Uruguai?. Metodologia: foram aplicados questionários acerca do histórico e conhecimento ginecológico em mulheres acima de 60 anos, participantes do Projeto de Extensão recém mencionado e residentes no município de Uruguaiana/RS. Resultados: foram incluídas no estudo 76 idosas, com idade média de 74,6 (±8,1) anos. Quanto à menstruação, a idade média das idosas foi de 13,2 (±1,6) anos e a idade média da última menstruação foi de 46 (±6,1) anos. Apenas 19 (25%) entrevistadas relataram ir ao médico ginecologista periodicamente, 31 (40,8%) nunca realizaram exame citopatológico e 27 (35,5%) não souberam dizer o que é e para que serve esse exame. Das idosas que lembraram da data de seu último exame preventivo (n=35), 15 (42,9%) realizaram o mesmo há um período de dois a dez anos. Nenhuma idosa relatou antecedentes de doenças sexualmente transmissíveis, aborto ou lesões genitais. Discussão: estudos relatam que a resistência à procura pela realização do exame ginecológico ocorre por constrangimento, medo e/ou desconhecimento da importância do mesmo na prevenção do câncer de colo de útero, bem como de outros agravos ginecológicos. Além disso, existem mulheres que consideram alguns sintomas característicos do câncer de colo de útero como achados normais apresentados por qualquer mulher. Este fato, talvez, justifique o baixo número de idosas que frequentam o ginecologista regularmente. Aliado ao exposto, a incidência de apenas 42,9% das idosas terem realizado o exame nos últimos dez anos justificou-se pela vida sexual inativa das mesmas, sendo que o desconhecimento as faz acreditar que não correm mais riscos pela inexistência do ato sexual. Conclusões: a saúde ginecológica da mulher idosa deve ser um assunto mais abordado e divulgado, necessitando de políticas de educação e prevenção em saúde que atendam a necessidade de cada uma. Assim, a população feminina senil terá o conhecimento necessário para cuidar-se e, desta forma, contribuir para a diminuição dos altos índices de mortalidade causados pelo câncer de colo de útero, entre outras enfermidades no qual esta parcela da população costuma ser acometida.

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Publicado

2013-03-15

Como Citar

História Ginecológica das Idosas Participantes do Programa de Extensão ?Idosas nas Margens do Rio Uruguai?. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 3, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/63569. Acesso em: 18 abr. 2026.