Valorizando a Cultura a partir da Educação Patrimonial

Autores

  • Hemã Thiago Santos Leite
  • Hema T. S. L.
  • Juliane C. P. S.

Palavras-chave:

Educação Patrimonial ? Arquitetura ? Cultura

Resumo

Os bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) ? Educação Patrimonial (2011), aplicaram um questionário no ano corrente (2012), com seis questões vinculadas a temas patrimoniais no Instituto Estadual de Educação Espírito Santo (IEEES). O resultado foi utilizado para identificar os bens patrimoniais, citados entre os alunos, e desenvolver uma pesquisa dos apontados. O valor do trabalho é relevante no meio acadêmico e escolar, incitando o conhecimento pela história da cidade; além de contribuir como forma de pesquisa e inserção do aluno como cidadão. Conhecendo a importância da cidade poderá preservá-la, participar com propriedade do orçamento participativo e transmitir esse conhecimento. Pesquisei a prefeitura municipal e analisei as peculiaridades das fases arquitetônicas da cidade. Devido a sua posição geográfica, e admiração pelo estilo de vida do ocidente importou materiais, equipamentos, móveis e objetos, a maioria de origem européia. Pelotas e Montevidéu foram às influências de Jaguarão, pela distancia do centro do estado. O romantismo literário e a filosofia positivista trouxeram admiração pela cultura francesa que era bem aceita em Pelotas e Jaguarão, famílias ricas traziam professores franceses para ensinar seus filhos. A razão e a liberdade de pensamento marcaram a valorização da arquitetura do sul do estado, os artistas buscavam desafiar o que os séculos definiram como certo ou errado, bonito ou feio, era o auge do ecletismo. Como exemplo dessa diferenciação surgiu o termo ?Bolo de noiva?. Se bem trabalhada a arquitetura da cidade pode levar o aluno a ver a educação de outro modo. Seja no gosto pela arte e ciência, como percebendo a inserção de Jaguarão no contexto mundial. Perguntas opondo as glórias da cidade e sua atual estagnação era esperada. Começava a quebra dos simbolismos, como a de observar a fronteira somente como local de passagem. A metodologia do trabalho foi expositiva, em forma de imagens, diálogos e exposição da opinião dos alunos e supervisor; realizada a partir de artigos, mapas, leis, entrevista com a população. No ano de 2011, trabalhei o tema, na disciplina de educação artística, como um termo amplo e interdisciplinar. Construímos maquetes sobre os bens da cidade, e nas discussões utilizávamos vídeos e imagens, inseridos em temas como: sexualidade, raças, opção religiosa e de vida. Como resultado foi observado uma turma que criou um senso universal do patrimônio, respeitando a opção do próximo como ornamento da sua mente, do mesmo modo que uma figura adocicada embeleza uma construção. Essas aulas foram pensadas para alunos de aproximadamente 14 anos (1A). O fechamento das aulas em 2012 será com um mapa gigante, onde marcaremos os pontos patrimoniais, escolhidos pelos alunos, representados em forma de fotos, desenhos ou textos. O projeto atual foi pensado para alunos do EJA e terceiro ano, nas aulas de história. Conclusão parcial é que o projeto foi bem aceito e almejo, a partir de discussões no grupo, elaborar uma cartilha sobre os bens materiais, e posteriormente os imateriais.  

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Publicado

2013-03-15

Como Citar

Valorizando a Cultura a partir da Educação Patrimonial. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/63312. Acesso em: 18 abr. 2026.