A Formação Interdisciplinar e o Novo Ensino Médio
Palavras-chave:
interdisciplinaridadeResumo
Este trabalho tem como objetivo discutir a formação interdisciplinar na área de Ciências da Natureza, justificando o interesse por ser uma temática contemplada na nova política pública no ensino médio e pelo meu pertencimento a primeira turma do curso de Ciências da Natureza da Universidade Federal do Pampa - Campus Dom Pedrito, que explicita em seu projeto político pedagógico a formação do professor interdisciplinar, baseado na troca entre as disciplinas e os especialistas das mesmas, com um único foco, que é o ensino aprendizagem de qualidade, levando o aluno a compreender o todo. Interdisciplinaridade entendida como integração interna e conceitual que rompe a estrutura de cada disciplina para construir uma axiomática nova e comum a elas com objetivo de dar uma visão unitária. A interdisciplinaridade enquanto política pública consolida-se no novo currículo do Ensino Médio, proposto pelo Ministério da Educação, no qual as treze disciplinas foram reorganizadas em quatro área: 1) Ciências Humanas e suas Tecnologias: História, geografia, Filosofia e Sociologia; 2) Ciências da Natureza e suas Tecnologias: Química, física e Biologia; 3) Linguagens e suas Tecnologias: Língua Portuguesa, Inglês, Artes e Espanhol; 4) Matemáticas e suas Tecnologias. Tornar o ensino interdisciplinar representa um grande desafio para os professores que já atuam na Educação Básica e também para os professores em formação, que precisam estar preparados para atuar nesta nova realidade. O segundo enfoque interdisciplinar volta-se para a formação docente, e dessa forma interessa pensar em como os cursos de licenciatura e principalmente a Licenciatura em Ciências da Natureza procura estabelecer as relações entre as áreas de Física, Química e Biologia, voltando-se para uma formação contextualizada e comprometida com a formação do professor pesquisador. Entre as principais conclusões percebe-se que a interdisciplinaridade apesar de encontrar espaços de resistência junto aos professores que atuam no Ensino Médio, representa avanços significativos, entre eles destaca-se que um ensino integrado, sem a fragmentação de conteúdos pode ser um facilitador da aprendizagem. Outra vantagem refere-se ao professor ter maior tempo para pesquisar e planejar as aulas em conjunto, evitando a rotatividade dos docentes em diferentes escolas para cumprir a carga horária. Percebe-se que a formação de professores com a concepção interdiscipilnar não irá acontecer por si só, sem que haja movimento, contextualização, troca de conhecimentos, troca de ideias e principalmente de diálogo entre as disciplinas e seus respectivos profissionais.Downloads
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Publicado
2013-03-15
Edição
Seção
Ciências Exatas e da Terra
Como Citar
A Formação Interdisciplinar e o Novo Ensino Médio. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/63288. Acesso em: 17 abr. 2026.