Projeto de Iniciação Cientifica em Fisiologia Cardiovascular ? Experiência em Laboratório
Palavras-chave:
Iniciação cientifica, Experiência, PreparaçãoResumo
Introdução:A iniciação cientifica na graduação contribui para o desenvolvimento técnico e científico dos discentes através do desenvolvimento de atividades extracurriculares/pesquisa. Desde muito cedo, se experimenta e familiariza a um ambiente laboratorial diferenciado com discussões científicas constantes. Oportuniza extrapolar o ambiente das salas de aula e iniciar atividades predominantemente práticas, relacionadas à experiência laboratorial, manuseio de equipamentos e aprendizado de técnicas que o aproximam da realidade profissional, gerando assim o crescimento científico do acadêmico de iniciação científica (IC). Objetivo: Descrever as práticas e linhas de pesquisa desenvolvidas no laboratório de Fisiologia pelo Grupo de Fisiologia Cardiovascular - GPFisCar e as repercussões, sob a ótica do discente de Iniciação Científica, na formação acadêmica. Métodos: O GPFisCar desenvolve predominantemente estudos sobre reatividade vascular de artérias de condutância (artéria aorta ? banho de órgãos), artérias de resistência (mesentérica, basilar ? sistema Mulvany), contratilidade cardíaca (músculo papilar e tiras de ventrículo ? banho isolado), estudos hemodinâmicos (invasivose não invasivos), expressão de proteínas (Western Blot), atividade de enzimas cardíacas (NKATPase), entre outros. Estas técnicas somadas às avaliações bioquímicas que são realizadas em colaboração com outros laboratórios do campus dão subsídio para o desenvolvimento das seguintes linhas de pesquisa: Toxicologia dos Metais Pesados (Mercúrio e Chumbo) e de Produtos Naturais (estratos de plantas do Bioma Pampa). Resultados: O GPFisCar é composto por 18 membros e dentre os trabalhos desenvolvidos já obtivemos importantes informações sobre os efeitos do mercúrio sobre a reatividade vascular de ratos expostos a baixas concentrações do metal. Para um nível de intoxicação semelhante ao que os humanos estão expostos por meio de restauração dentária com amálgama de mercúrio e consumo de peixes contaminados. Foi observada ocorrência de importantes alterações vasculares associados a alterações nas atividades oxidante e a antioxidante. Também está sendo desenvolvido, pela primeira vez, modelo experimental animal de exposição crônica, 60 dias, ao cloreto de mercúrio. Neste modelo já foi notado que a exposição ao mercúrio está associada ao desenvolvimento de hipertensão arterial em ratos. Estudos com extrato de plantas evidenciaram importantes efeitos sobre a contratilidade cardíaca.Discussão: O IC deve participar de todas as etapas dos experimentos, desde o tratamentodiário com injeções intramusculares de cloreto de mercúrio nos ratos, preparação das soluções para os experimentos, cirurgia nos animais para retirada de órgãos e sangue, manuseio dos equipamentos para estudo de reatividade, preparo de amostras, descarte de materiais, até a apresentação de trabalhos científicos em reuniões semanais e em eventos científicos. Conclusão: A inserção do IC precocemente na atividade de laboratório de pesquisa dá subsídio para o desenvolvimento de uma graduação com o raciocínio crítico, reflexivo e com vistas à progressão acadêmico-científica e prepara o acadêmico para seguir carreira na pós-graduação.Downloads
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Publicado
2013-03-15
Edição
Seção
Ciências da Saúde
Como Citar
Projeto de Iniciação Cientifica em Fisiologia Cardiovascular ? Experiência em Laboratório. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/63248. Acesso em: 17 abr. 2026.