Intervenção Fisioterapêutica em Paciente com Pós-operatório de Síndrome do Túnel do Carpo.
Palavras-chave:
Fisioterapia, Síndrome do Túnel do Carpo, Métodos de IntervençãoResumo
A síndrome do túnel do carpo (STC) pode ser definida como uma neuropatia periférica, de etiologia multifatorial, produzida pela compressão do nervo mediano na sua passagem pelo túnel do carpo. Na sintomatologia observa-se, déficit sensitivo e perda da habilidade manual, dor tipo queimação, dormência, sensação de edema e congestão na mão, sendo estes sintomas de característica noturna. Inicialmente o tratamento deve ser conservador, sendo assim a fisioterapia uma das primeiras alternativas terapêuticas, para reduzir consideravelmente a sintomatologia dos pacientes com STC. Caso ocorra o agravamento dos sintomas, por uma compressão acentuada, a cirurgia aberta pela técnica da incisão palmar curta passa a ser o tratamento indicado, sendo este um procedimento seguro e eficaz, quando em conjunto a fisioterapia.O objetivo do trabalho foi relatar um estudo de caso no qual se verificou a eficácia da intervenção fisioterapêutica em um paciente com pós-operatório de STC. Paciente M.T.R.F., sexo feminino, 50 anos, tendo como ocupação laboral o trabalho de diarista (empregada doméstica), com diagnóstico médico de Síndrome do Túnel do Carpo em mão direita (dominante), encontrando-se na primeira avaliação no segundo mês de PO da STC. A paciente foi atendida no Estágio Supervisionado de Fisioterapia em Ortopedia, Traumatologia e Reumatologia da UNIPAMPA, onde foram avaliados o grau de dor, pela Escala Visual Analógica (EVA) e a amplitude de movimento (ADM) de cotovelo e punho, com goniômetro. Foram realizados seis atendimentos de Fisioterapia, com a seguinte conduta: turbilhão em conjunto a mobilização ativo-assistida da ADM comprometida; ultrassom; laserterapia; liberação miofascial; alongamento ativo; mobilização ativa; mobilização neural.Como resultado observa-se a redução da dor no início da sessão de 8 para 2 segundo a EVA, destacando que no final de todas as sessões a paciente apresentou dor 0 (zero). Outro resultado satisfatório e o aumento da ADM de desvio ulnar de 10º para 18º, desvio radial de 10º para 14º, flexão de punho de 28º para 38º, extensão de punho de 10º para 44º, pronação de antebraço de 24º para 70º e supinação de antebraço de 26º para 60º. No PO estão presentes complicações como redução da ADM e força muscular, bem como dor devido à liberação do retináculo flexor. O atraso para o início da fisioterapia pode resultar em uma recuperação não eficaz, como ocorre neste caso onde a paciente permaneceu dois meses sem o acompanhamento da fisioterapia. A atuação da fisioterapia tem como objetivo principal a reparação dos tecidos bem como promover a analgesia e restaurar a funcionalidade do segmento acometido, para tanto, são descritos na literatura diferentes métodos de tratamento, cada qual com suas características próprias, como por exemplo, a laserterapia, a mobilização neural, a cinesioterapia, eletroestimulação e outras. Com base na observação dos resultados obtidos pode-se concluir que, o tratamento fisioterapêutico no PO de STC, apresentou resultados bastante satisfatórios para a redução da dor, aumento da força das musculaturas envolvidas e consequentemente da amplitude de movimento.Downloads
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Publicado
2013-03-15
Edição
Seção
Ciências da Saúde
Como Citar
Intervenção Fisioterapêutica em Paciente com Pós-operatório de Síndrome do Túnel do Carpo. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/63238. Acesso em: 16 abr. 2026.