Monitoria Específica para Acompanhamento a Estudante Indígena

Autores

  • Dionas De Freitas Bock
  • Carlos Alexandre Oelke
  • Valdecir Kei Claudino
  • Carlos Alexandre Oelke

Palavras-chave:

Integrar, sociedade, cidadania

Resumo

A demanda pelo ensino superior para as populações indígenas é uma realidade que se justifica e vem sendo cada vez mais debatida, tornando-se um fenômeno que envolve grande complexidade ao considerar as especificidades sociais, econômicas, políticas, históricas e culturais dos povos indígenas. O ingresso no Ensino Superior surge como possibilidade de exercer sua cidadania e de ampliar a participação como interlocutor em diversas esferas da sociedade. Nesse contexto, o objetivo do trabalho se destina a implementar a política de apoio ao estudante indígena provendo meios para sua permanência e sucesso acadêmico. As atividades estabelecidas foram dispostas em um plano de atividades elaborado junto ao Professor orientador. Primeiramente em reunião foi elaborado e organizado materiais relacionados às políticas de Ações Afirmativas, em especial àqueles referentes ao Atendimento Educacional Especializado e à Acessibilidade, conforme indicação do NuDE (nucleo de desenvolvimento educacional). As monitórias foram estabelecidas conforme as necessidade do acadêmico indígena, isso porque, para dar mais flexibilidade ao acadêmico, na monitoria foi desenvolvidos seminários para apresentação em sala de aula, integração do acadêmico junto ao Grupo de Estudo e Pesquisa em Sistemas Agroalimentares e Agroindustriais (GEPSAA), aonde foram lhe passados os diferentes sistemas de produção de alimentos, tanto de origem animal, como vegetal, e seus impactos sobre o desenvolvimento local na região que abrange a fronteira oeste do Rio Grande do Sul, Outras monitorias foram com enfoque no desenvolvimento do acadêmico dentro da sala de aula. O resultado observado foi que a UNIPAMPA integrou o índio lhe proporcionando condições de saúde, moradia, transporte e principalmente a educação para que ele se qualifique para exercer as funções que desejar dentro da sociedade. A inclusão de indígenas nas universidades públicas brasileiras, a partir das reflexões sobre o Programa de Ações Afirmativas da Universidade, mostra o desenvolvimento de habilidades no uso de ferramentas que permitam a eles e consequentemente às suas comunidades dar voz aos seus anseios, considerando-os como interlocutores válidos e respeitados da chamada sociedade da informação. Concluise que hoje o índio quer as mesmas condições que o branco ou o negro, em vez de acharmos motivos para conflitos, devemos criar oportunidades e facilidades para a inserção econômica e social do Índio na vida brasileira.

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Publicado

2013-03-15

Como Citar

Monitoria Específica para Acompanhamento a Estudante Indígena. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 4, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/63183. Acesso em: 20 abr. 2026.