Hipertensão Arterial Sistêmica e Epidemiologia
Palavras-chave:
Hipertensão, epidemiologia, fisioterapiaResumo
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma doença crônico-degenerativa, multifatorial, na maioria das vezes assintomática, de evolução lenta e progressiva, é a mais frequente das doenças cardiovasculares. Pelo fato da HAS ser um grande problema social, visto que pode produzir lesões em órgãos-alvo, ela tem que ser identificada e controlada o mais cedo possível, para futuramente não agravar mais o perigo que esta patologia proporciona. Os principais fatores modificáveis que levam a HAS são: a alta ingestão de sal, falta de atividade física, má alimentação e o costume de tomar chimarrão; já o fator não modificável se integra na genética, no gênero, e em alguns casos específicos na idade. O presente estudo faz parte do projeto de extensão: Avaliação e orientação para prevenção de doenças cardiovasculares em hipertensos na cidade de Uruguaiana-RS e tem como objetivo identificar o perfil epidemiológico do hipertenso pertencente à Estratégia Saúde da Família (ESF) 2. Esse trabalho foi realizado no Bairro Proficar e Áreas Verdes, região assistida pela Estratégia Saúde da Família 2, na cidade de Uruguaiana/RS, durante o período de agosto à setembro de 2011. Consistia de visitas domiciliares feitas pelos acadêmicos do Curso de Fisioterapia e Enfermagem da Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA, com o acompanhamento direto das agentes comunitárias de saúde da ESF 2. Os critérios de inclusão foram: ser hipertenso, independente de gênero, idade, etnia, escolaridade, classe social, e pertencer a ESF 2. Os moradores responderam a um questionário, que continha 6 partes distintas: I-Anamnese, II-Hábitos alimentares, III-Hábitos diários, IV-Atenção primária/patologias associadas, V-Exames complementares, VI-Observações. Foram atendidos no domicílio 16 pessoas, 13 (81,25%) eram do gênero feminino e 3 (18,75%) do masculino; média de idade de 60 anos. Quanto a profissão: 7 eram aposentados, 5 do lar, 1 doméstica, 1 barbeiro, 1 cabeleireira e 1 costureira; estado civil: 8 eram casados, 2 viúvas e 6 solteiras; escolaridade: 4 nunca estudaram, 5 tem 1º grau incompleto, 3 tem 1º grau cpmpleto, 2 tem 2º grau incompleto e 2 tem 2 º grau completo; renda: 14 pessoas recebiam em torno de um salário mínimo, 1 é sustentada pela mãe, e 1 recebe em torno de R$ 4.000,00; pessoas que dependiam dessa renda: 6 responderam que eram 2 pessoas, 6 responderam 3 pessoas, 1 que depende da mãe, 1 ninguém depende e 1 que respondeu 9 pessoas; e pessoas que moravam com o hipertenso em sua casa: 6 responderam 2 pessoas, 6 afirmaram ser 3 pessoas, 1 que morava com a mãe, 1 que morava sozinho e 1 que respondeu 9 pessoas. Assim, o delineamento do perfil epidemiológico dos hipertensos até o momento são pessoas do gênero feminino, média de idade de 60 anos, aposentados, casados, a maioria possui baixa escolaridade e baixa renda, a maioria possui dependentes de sua renda e a maioria não mora sozinho.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Publicado
2013-02-03
Edição
Seção
Ciências da Saúde
Como Citar
Hipertensão Arterial Sistêmica e Epidemiologia. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 3, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62982. Acesso em: 18 abr. 2026.