O Uso De Estimulantes Por Caminhoneiros Que Passam Pelo Porto Seco De Uruguaiana
Palavras-chave:
caminhoneiros, estimulantes, porto secoResumo
INTRODUÇÃO: Sabe-se que o uso de estimulantes lícitos e ilícitos por caminhoneiros é uma prática bastante comum. Uruguaiana está localizada em um ponto estratégico para uma pesquisa acerca deste assunto, pois conta com o Porto Seco Rodoviário, o maior da América Latina. OBJETIVOS: Diante disto, este trabalho se propôs a analisar a frequência de uso de substâncias estimulantes por caminhoneiros, identificando a maneira e os motivos que os levaram a realizar esta prática. METODOLOGIA: Foram entrevistados 100 caminhoneiros dentro do Porto Seco de Uruguaiana, através da aplicação de um questionário com 10 perguntas, entre múltipla escolha e descritivas, que abordou a percepção sobre a saúde e o trabalho desses motoristas, bem como o uso de estimulantes durante o período de trabalho. RESULTADOS: Foi constatado que 69% admitiram dirigir mais de 10 horas diárias, reservando, em média, quatro a seis horas de sono por dia. Dentre os entrevistados, 38% afirmaram ter feito uso de algum estimulante durante as viagens, enquanto o restante diz nunca ter usado. A maioria (52%) também afirmou reconhecer que o uso dessas substâncias não é benéfico para seu trabalho, dada as consequências negativas para a sua saúde. Dessa forma, ficou evidenciado que os participantes desta pesquisa, apesar de saberem do prejuízo à saúde proporcionado pelo uso de estimulantes ilícitos, seguem fazendo seu uso, pois sofrem pressão para realizarem os deslocamentos das cargas em tempos diminutos por parte das transportadoras. E, dentro deste cenário, sentem necessidade de aumentar seu desempenho, de forma a contraporem-se ao risco do desemprego.Downloads
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Publicado
2013-02-03
Edição
Seção
Ciências da Saúde
Como Citar
O Uso De Estimulantes Por Caminhoneiros Que Passam Pelo Porto Seco De Uruguaiana. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 3, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62952. Acesso em: 18 abr. 2026.