Processo De Desidratação De Ervas

Autores

  • Juliana Da Rosa Da Silva
  • Alcides Adalberto Bairros Ramos
  • Amanda Hajar
  • Augusto Falcão
  • Fernando Schmidtke
  • Leandro Berwanger
  • Rangel Silveira Behling
  • Rosana Taschetto Vey
  • Claudete Izabel Funguetto

Palavras-chave:

Técnicas econômicas, Desidratação, Durabilidade do produto, Novos mercados

Resumo

Quem possui um espaço para cultivar uma grande variedade de plantas condimentares em casa tem o privilégio de poder usar as ervas fresca. Mas nem sempre é possível ter uma horta tão variada e nem todas as espécies podem ser colhidas durante todo o ano. Para poder utilizar qualquer planta em qualquer época e conservar suas folhas por mais tempo, a solução é a desidratação. O ideal seria consumir a planta fresca, mas a desidratação oferece a vantagem de termos todo tipo de erva o ano inteiro. Quando desidratadas corretamente, as ervas condimentares conservam por mais tempo suas propriedades. Porém, nem toda planta combina com a desidratação. É desaconselhável desidratar algumas espécies como o manjericão, a salsinha, a cebolinha e o coentro, por exemplo. A indústria utiliza estufas especiais para desidratar ervas em grande escala, com qualidade e baixo custo. No entanto, é possível fazer o mesmo em casa, com processos simples. Além de barato, é uma terapia ter o prazer de utilizar algo que você mesmo fez. O presente trabalho tem como objetivo ensinar aos pescadores como desidratar corretamente as ervas condimentares para que as mesmas possam ser usadas para temperar o pescado, agregando valor ao mesmo ou vendidas separadamente para outros fins. Este trabalho vem sendo executado juntamente com o Projeto Mulheres Pescadoras do Pampa, no qual o material colhido deve passar por uma seleção, em que devem ser eliminados elementos estranhos como terra, pedras, insetos ou partes de outras espécies de plantas. Também devem ser retiradas partes da planta que estiverem em condições indesejáveis como sujas, descoloridas, manchadas ou danificadas. Devem ser protegida do sol e imediatamente transportada para o seu destino, evitando- se assim, a aceleração da degradação da erva, o que pode contribuir para a perda de qualidade da erva. Os processos de secagem podem ser naturais, que são os mais indicados, ou artificiais. Espera- se com este trabalho qualificar os pescadores da região para que possam complementar a renda familiar promovendo uma melhoria na qualidade de vida dos mesmos. A secagem consiste na desidratação das plantas sem modificações físicas, químicas ou microbiológicas nas mesmas, visando maior durabilidade do produto, eliminando o alto teor de água, diminuição de volume e de peso, ajudando assim a manter a qualidade das ervas por um longo tempo. Assim, podemos concluir que o conhecimento de técnicas econômicas para a desidratação de ervas condimentares, permite a venda juntamente com o pescado agregando valor ao produto, favorecendo a entrada em novos mercados.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Publicado

2013-02-03

Como Citar

Processo De Desidratação De Ervas. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 3, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62890. Acesso em: 18 abr. 2026.