Parceiros digitais em ação: Recomposição digital da mata ciliar
Palavras-chave:
Rio Uruguai, Vegetação Costeira, Áreas de Preservação Permanente, Tecnologias de InformaçãoResumo
O município de Itaqui é banhado pelo Rio Uruguai, e este possui ao longo de seu percurso locais com defeitos na vegetação, denominada mata ciliar. O trecho do Rio Uruguai ao norte da cidade de Itaqui entre o Rio Cambai e o Córrego Olaria, que tem em torno de 2,77 km de extensão, é uma região que foi muito afetada pela pressão demográfica exercida pela cidade, diminuindo sensivelmente a vegetação natural desta região. O objetivo deste trabalho foi realizar um levantamento, monitoramento e planejamento da recomposição da mata ciliar desta região com auxilio de pescadores da comunidade. Através de aulas, palestras, atividades de campo e da divulgação em escolas são obtidas e processadas informações digitais nos núcleos do inclusão digital ou tele centros das escolas ao redor da questão ambiental. Assim muitas pessoas se sentem estimuladas ao uso de tecnologias da informação e comunicação digital. O projeto teve início em janeiro de 2011, sendo financiado pelo CNPq, e executado pelo grupo UNIGAIA (grupo de ações interdisciplinares aplicadas da Unipampa) em parceria com a prefeitura municipal de Itaqui, através das unidades de inclusão digitas situado na escola Ranulfo Lacroix, a colônia de pescadores Z12 e o Rotary Club de Itaqui. O projeto conta com nove bolsistas e vários voluntários que auxiliam organizando e executando as atividades que são multiplicadas, após um treinamento inicial, para a comunidade, com a participação dos pescadores da colônia de pescadores Z12 de Itaqui nas mesmas, geralmente como monitores ambientais. As atividades foram desenvolvidas primeiramente a campo onde os participantes foram divididos em grupos, sendo que cada grupo continha em seu contingente no mínimo um pescador para conduzir o grupo pela mata e um acadêmico bolsista, para auxiliar no manuseio de equipamentos. Cada grupo recebeu um GPS para realizar um mapeamento da área, a determinação da rota percorrida pelo grupo e também para identificar a localização de cada árvore, obtendo a distribuição espacial das espécies; câmeras digitais foram usadas para registro fotográfico das espécies encontradas, além de materiais para coleta de folhas e sementes para completar a identificação. Após concluída cada etapa os dados foram encaminhados para o núcleo de inclusão digital onde os participantes receberam auxilio por parte dos bolsistas e iniciaram o processamento de dados, criando assim um contato direto com os canais de informação e comunicação digital; os dados foram processados e transformados em apresentações e outros tipos de arquivos digitais, para utilização em outras atividades. Dessa forma pode ser criado um grupo de pessoas com conhecimento básicos de coleta, análise e processamento digital de dados para avaliação da mata ciliar, onde estes poderão atuar como multiplicadores destes conceitos em suas comunidades e escolas, auxiliando não só a si próprio, mas também à comunidade.Downloads
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Publicado
2013-02-03
Edição
Seção
Ciências Agrárias
Como Citar
Parceiros digitais em ação: Recomposição digital da mata ciliar. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 3, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62861. Acesso em: 18 abr. 2026.