Refletindo Sobre A Nossa LÍngua Na Sala De Aula: Variação E Preconceito LinguÍstico No Ensino MÉdio

Autores

  • Ana Paula Giffoni
  • Valesca Brasil Irala

Palavras-chave:

Variação linguística, preconceito linguístico, língua portuguesa

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência vivenciada através do Programa Institucional de Bolsas Iniciação a Docência- PIBID- CAPES-, em uma turma de 2º ano do Ensino Médio da Escola Estadual de Ensino Médio Frei Plácido, situada na cidade de Bagé/RS, na qual foi realizada uma oficina que tematizou a variação e o preconceito linguístico. Paralelamente a essa temática, foi trabalhado ainda o conteúdo de colocação pronominal, através do qual foi possível aprofundar a reflexão sobre as diferenças entre a língua que usamos para nos comunicar e a língua prescrita na gramático. Através desse projeto, pretendeu-se que os alunos pudessem superar a falsa ideia de que só existe uma forma correta de se fazer uso da língua portuguesa para se expressar adequadamente na fala e na escrita, e que essas duas diferem totalmente entre si. Esperou-se, ainda, ajudar a combater o preconceito com as variedades linguísticas menos prestigiadas do português. O objetivo principal do projeto foi trabalhar o tema variação linguística, confrontando opiniões e pontos de vista sobre as diferentes manifestações da linguagem oral e escrita, refletindo sobre a norma-padrão (gramática normativa) e o português brasileiro moderno. O projeto foi realizado de abril a maio a 2011. Durante esse período foram realizadas as seguintes a atividades: observação da aula da professora supervisora do sub-projeto, atividade diagnóstica e postedoriormente, a realização da oficina. Através da análise comparativa e discussão da linguagem utilizada em gêneros, como por exemplo, o Twitter e a fala do apresentador do Jornal Nacional, foram proporcionadas reflexões sobre a maneira como a gramática normativa da Língua Portuguesa diz que o idioma funciona e como isso acontece na língua em uso, tanto em situações de fala como de escrita. Ao final da oficina foi solicitado que os alunos produzissem uma propaganda impressa de cunho social através da qual eles deveriam promover a ideia de combate ao preconceito linguístico. Para que essa atividade fosse desenvolvida com sucesso, foram seguidos os seguintes passos: apresentação das características do gênero, leitura e análise de propagandas impressas, leitura de textos e debate sobre o preconceito linguístico, escrita e reescrita feitas no laboratório de informática da escola. Ao longo da oficina foi possível perceber que através das reflexões e discussões feitas, os alunos foram se posicionando criticamente diante da temática proposta, entendendo que todas as variedades da língua portuguesa merecem ser respeitadas e valorizadas, além de passarem a compreender a importância de ampliarem seu repertório linguístico para poderem alterar a sua fala e sua escrita da maneira mais adequada de acordo com a exigência da situação. As produções finais dos alunos demostraram que eles conseguiram fazer a reflexão almejada, entendendo que a norma-culta é uma entre as variedades da língua portuguesa.Agência financiadora: CAPES.

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Publicado

2013-02-03

Como Citar

Refletindo Sobre A Nossa LÍngua Na Sala De Aula: Variação E Preconceito LinguÍstico No Ensino MÉdio. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62827. Acesso em: 17 abr. 2026.