Programa Anauê:Ingresso e Permanência Indígena

Autores

  • Jaqueline Basso Brendler
  • Carina Teixeira Leite Kurtz
  • Laura Fonseca

Palavras-chave:

Ingresso, indígenas, política inclusiva, Processo Seletivo

Resumo

O Programa Anauê tem como objetivo garantir a inserção e a permanência dos estudantes indígenas, promovendo seu acolhimento e protagonismo no processo de ensino-aprendizagem.Além disso, em consonância com a legislação brasileira no que tange as ações afirmativas a Unipampa amplia seu processo de ingresso de estudantes indígenas. A partir do I Encontro com Lideranças Indígenas em Bagé no dia 08 de julho de 2011, onde estiveram presentes também representante da FUNAI e da Secretaria de Estado da Educação, bem como da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Fundação Universidade de Rio Grande, estabeleceram-se objetivos com relação ao ingresso de indígenas na Unipampa, para além dos 4% em vagas reservadas a estudantes indígenas previstos pelo Exame Nacional do Ensino Médio. A Unipampa, em sua política inclusiva, abre o Processo Seletivo Específico para o Ingresso Indígena no ano de 2012. Nesse sentido, amplia além de suas vagas, também os programas de permanência para o estudante, que visam a atender suas demandas e ampará-lo desde sua condição de vulnerabilidade socioeconômica até o oferecimento de condições para uma boa qualidade de vida. Afinal, a educação superior indígena deve se posicionar para muito além do ingresso. A permanência é o grande desafio, sendo que a questão central da educação escolar encontra-se em pensar e praticar os processos político-pedagógicos a partir das realidades sócio-históricas dos diferentes povos. Vale considerar, de acordo com o Censo 2010, que a região sul conta com a existência de 75 mil indígenas, o que equivale a 0,3% da população total. No Rio Grande do Sul, existem 33 mil indígenas aproximadamente, e a demanda para ensino, fundamental no caso, é de 5 mil indígenas. Além disso, assistimos a um incremento na população indígena devido a fatores culturais, como o não uso de métodos contraceptivos, e melhora nas condições de vida. Essas são questões importantes a considerar dado que nosso estado abarca três povos indígenas espalhados em dezenas de aldeias. São eles os povos kaingang, guarani e charrua.Considerando o aspecto cultural, reiteramos que a tradição oral os caracteriza e que possuem e sempre possuíram uma educação, embora não escolar, nos moldes da cultura colonizadora. A ideia do oferecimento de educação superior aos indígenas não pode ser confundida com mera ?transmissão? dos conhecimentos próprios da cultura colonizadora, nem uma forma de ?enxerto? da cultura indígena na formação tradicional, travestindo a instituição de ?multicultural?, mas proporcionar a apropriação de saberes que, contextualizados por eles, permitam contribuir para a luta de emancipação dos povos indígenas e, por outro lado, que os saberes dessas culturas se integrem na construção de uma educação superior intercultural.1.REFERÊNCIASBEVILAQUA, Cimea Barbato. O primeiro vestibular indígena na UFPR. Campos 5(2):181-185,2004.BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Universidade Federal do Pampa. Projeto Institucional. 2009.

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Publicado

2013-02-03

Como Citar

Programa Anauê:Ingresso e Permanência Indígena. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62789. Acesso em: 18 abr. 2026.