Reportagem: O amor que sabe esperar - Como se dá o processo de adoção em São Borja

Autores

  • Felipe França Laud
  • Manuella Sampaio
  • Joseline Pippi E Mara Ribeiro

Palavras-chave:

Adoção ilegal, Cadastro Nacional, ECA

Resumo

Esta reportagem foi produzida no 3° semestre do curso de Jornalismo, através da disciplina de Laboratório de Jornalismo Impresso II. Aborda a espera na fila de adoção via fórum através do cadastro nacional, estipulado no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Pela demora no processo, os interessados em adotar uma criança acabam se encaminhando para a ilegalidade de uma adoção informal. Com alguns pontos modificados no ECA, em 2009, foi criado o cadastro nacional que facilitaria encontrar uma criança para adoção com o perfil determinado pelos futuros pais. Antes o cadastro se restringia ao estado, cada comarca possuía o seu. Agora o cadastro passa a ser nacional e somente tem acesso a ele os órgãos autorizados como assistentes sociais, promotores e juízes. A espera passa a ser maior para quem já tem uma criança em vista, pois ao entrar na fila de espera, a demora pode se estender por meses ou anos, levando a escolha pela adoção informal. Outro fator é o perfil determinado pela grande maioria das pessoas habilitadas para o processo, que não condiz com o perfil de crianças e adolescentes adotáveis. Aquelas crianças que estão sob situação de risco, passam pelo conselho tutelar para tentar reforçar o vínculo com a família. Se não conseguir resgatar esse vínculo, em último caso, vai para a casa de acolhimento até o processo ser concluído. Os pais biológicos não aceitam a separação dos seus filhos mesmo em condições precárias. Hoje em São Borja existem cinco crianças adotáveis, mas mesmo depois da destituição da mãe está se conseguindo uma reintegração com a família, pois eles são maiores e fogem do perfil desejado. A reportagem também abordou outro ponto no artigo do ECA, sobre a espera na casa de acolhimento que não pode passar de dois anos sem uma decisão judicial, o que de certa forma deveria agilizar o processo mas que na prática não funciona dessa maneira. A mãe que não quer criar o filho, legalmente deve procurar o juizado da infância e juventude no fórum municipal. Atualmente existem 12 casais na fila de espera e nenhuma criança adotável. Os interesses políticos e econômicos estão relacionados e vem por parte dos gastos que o município tem para manter a casa de acolhimento. Quanto maior for o número de crianças e adolescentes abrigadas, maior será a demanda de mantimentos necessários. Foram contados três casos de pessoas que estão de alguma forma na espera. O primeiro, de um casal que está no segundo lugar da fila há quatro anos. O segundo, de uma mãe que está presa e espera a absolvição para cuidar dos filhos e o terceiro de uma mãe que adotou um recém nascido e aguarda a justiça para finalizar o processo de adoção. Foi agregado um box explicativo sobre os aspectos relevantes da mudança do ECA. A reportagem foi produzida no período de um mês, com base em aulas expositivas e nos livros ?Técnicas de Reportagem: Notas Sobre a Narrativa Jornalística? de Muniz Sodré e Maria Helena Ferrari e ?Jornalismo de Revista? de Marília Scalzo.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Publicado

2013-02-03

Como Citar

Reportagem: O amor que sabe esperar - Como se dá o processo de adoção em São Borja. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62776. Acesso em: 17 abr. 2026.