A contribuição do Serviço Social para o enfrentamento da violência intrafamiliar
Palavras-chave:
violencia intrafamiliar, assistente social, vulnerabilidade socialResumo
O presente resumo tem por objetivo problematizar a temática violência intrafamiliar, sendo este um dos conteúdos trabalhados na disciplina de Psicologia II, do curso de Serviço Social da Unipampa. Sua importância justifica-se por esta ser uma das expressões da Questão Social e, portanto, objeto de trabalho do profissional assistente social. Para a elaboração deste resumo foram revisitadas as bibliografias utilizadas no decorrer da disciplina, bem como as sistematizações elaboradas a partir das discussões realizadas em sala de aula. Nesta perspectiva destaca-se que o profissional assistente social trabalha intervindo nas mais diversas expressões da questão social e para tal precisa conhecê-las para propor ações para o seu enfrentamento. Sobre violência intrafamiliar entende-se toda ação cometida por um ou mais integrantes da família, dentro e fora do ambiente doméstico. No que se refere às causas desta violência autores apontam que pode ter origem biopsicossocial. Da origem social cabe destacar que o assistente social deve compreender que esse fenômeno não é novo, ou seja, se produz e reproduz através da dinâmica histórica e cultural, como por exemplo a diferença de gênero e étnica. Isso acontece mundialmente e em todas as classes sociais, porém é mais evidenciado nas classes menos favorecidas. Isso é mais um reflexo do modo de produção capitalista, da sociedade dividida em classes, na desigualdade da socialização da renda, e que repercute severamente na vida dos membros familiares, sendo que os segmentos mais vulneráveis à violência intrafamiliar são: crianças, adolescentes, mulheres, idosos e pessoas com deficiência. A vulnerabilidade social das famílias da classe menos favorecida, e a não intervenção do Estado para garantir o básico para a subsistência familiar e para a melhoria da qualidade de vida pode ser entendida como uma forma de violência contra a família, por não ter meios de oferecer condições dignas no que se refere ao cuidado e proteção necessários para ter um ambiente familiar saudável e em harmonia, e por isso está mais propícia a cometer a violência. O Estado deve intervir nessa situação social garantindo o básico, como alimentação, moradia digna, saneamento básico e educação. Em articulação com as políticas públicas que contribuem na construção e implementação de grupos reflexivos, oficinas, palestras, cursos e atividade de formação de cidadania. Que devem agir em prol da prevenção e não apenas no emergencial que é de suma importância, mas não é suficiente. E é na elaboração e concretização destas políticas que o assistente social deve atuar preponderantemente para garantir os direitos dos usuários, para poder então elaborar estratégias de enfrentamento, superação da situação e fortalecimento dos vínculos familiares. Através da disciplina de Psicologia II pode-se constatar que há formas de se construir à cultura da não violência, a do diálogo, do respeito próprio, respeito pelo outro e respeito pelas diferenças.Downloads
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Publicado
2013-02-03
Edição
Seção
Ciências Sociais Aplicadas
Como Citar
A contribuição do Serviço Social para o enfrentamento da violência intrafamiliar. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62757. Acesso em: 17 abr. 2026.