Serviço social no Brasil: das décadas de 30 a atualidade

Autores

  • Jessica Pereira Casali
  • Bárbara Cruz Dos Reis
  • Carine Trilha
  • Daniele Pinto De Oliveira
  • Lucas Mendes Soares
  • Luísa Righi Fonseca
  • Mateus Costa Côrrea
  • Roberta Miranda Do Amaral
  • Vera Lucia Camargo Gruendemann
  • Simone Barros De Oliveira

Palavras-chave:

Serviço Social no Brasil

Resumo

O Serviço Social surge no Brasil na década de 30, estreitamente ligada a Igreja Católica. O país passava por uma fase turbulenta, onde a burguesia não estava dando conta das diversas manifestações da classe trabalhadora, que reivindicava por melhores condições de trabalho e justiça social. Preocupada com essa situação a fim de manter os seus interesses de exploração da força de trabalho, a classe dominante, juntamente com o Estado somaram forças para conter a classe operária, mantendo a harmonia social. A Igreja passou então a oferecer formação específica para moças de famílias tradicionais com intuito de exercer ações sociais. Criou-se então o Curso Intensivo de Formação Social para Moças.Nas décadas de 40 e 50, o Serviço Social do nosso país recebeu uma grande influência norte-americana e da corrente positivista. As influências de Mary Richmond com o ?Serviço Social de caso?, ?Serviço Social de Grupo? e ?Serviço Social de Comunidade? marcaram o Brasil durante essas décadas. Essas práticas deram início a ?Organização e Desenvolvimento de Comunidade?, onde eram feitas abordagens individuais e com grupos buscando o desenvolvimento da comunidade. Entre os anos 60 e 70 iniciou-se um movimento de renovação da profissão, que buscou-se alterar o modo tradicionalista do Serviço Social. Em 1979 em São Paulo ocorreu o Congresso da Virada, um marco para o Serviço Social no Brasil. Nesse evento houve a ruptura com o conservadorismo, a profissão se laicizou e passou a se incorporar nos setores subalternos da sociedade e nos movimentos sindicalistas. Passou a fazer parte das Ciências Sociais e ganhou uma característica mais ?de esquerda?. O profissional passou a gestar e executar as políticas públicas, além do aumento das áreas de pesquisa. Nos anos 80 passou-se a debater sobre a Ética no Serviço Social, buscou-se acabar com a ética do tradicionalismo e da neutralidade, tomando um lado mais democrático. Em relação à formação profissional, no ano de 1982 houve a revisão curricular que pretendia ir além do teórico-metodológico e ético-político, buscava a união do técnico e do político. Em 1986 foi aprovado o Código de Ética Profissional, firmando um compromisso com a classe trabalhadora. O Código trouxe também o poder da denúncia profissional, inclusive por parte dos usuários. Na década de 90 o Serviço Social sentiu os efeitos da política Neoliberal, da acumulação flexível no mundo do trabalho e da compressão dos direitos sociais. Os profissionais passaram a atuar no terceiro setor onde a demanda de trabalho aumentou, como resultado da minimização do Estado. Nos anos 2000 cresceu a discussão em torno da eficiência das políticas sociais e do agravo da questão social. Aumentou o número de cursos de graduação e de graduação à distância, No sentido de se garantir uma ampliação da categoria do Serviço Social, nos mais diversos setores da sociedade.

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Publicado

2013-02-03

Como Citar

Serviço social no Brasil: das décadas de 30 a atualidade. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62745. Acesso em: 17 abr. 2026.