Comunicação Entre Acadêmicos De Enfermagem E UsuÁrios Do Centro De Atenção Psicossocial

Autores

  • Cléton Salbego
  • Vanessa Cristina Dalenogare Cleton Salbego
  • Carla Da Silveira Dornelles

Palavras-chave:

Comunicação, Enfermagem

Resumo

A reforma psiquiátrica introduziu no campo da saúde mental um novo paradigma de atenção, o da Atenção Psicossocial. Este se constitui de experiências surgidas no processo de negação do Paradigma Manicomial, a partir da necessidade de se propor uma forma diferenciada de lidar com a loucura e de uma comunicação mais ampla de cuidado em saúde (COSTA e ROSA, 2003). A comunicação se dá no processo de relacionamento entre pessoas permitindo-nos um maior conhecimento no que diz respeito aos sentimentos, emoções e opiniões sobre o outro, fazendo com que percebamos que a interação é a base desse processo. O Enfermeiro desenvolve a habilidade de conhecer tudo que está acontecendo, para que o paciente o veja como uma pessoa que ele possa confiar. Para tanto, é necessário estabelecer vínculo e relação de confiança, isto dá a oportunidade do paciente relatar tudo o que está acontecendo naquelas circunstâncias, e tendo a consciência que o Enfermeiro é uma pessoa igual a ele (STEFANELLI, 1993). Sendo assim, este resumo tem por objetivo relatar a vivência da interação e comunicação entre acadêmicos de enfermagem e usuários do CAPS. O primeiro contato dos acadêmicos do Curso de Enfermagem da URI Campus de Santiago, com portadores de patologias psiquiátricas que freqüentam o CAPS I Nossa Casa de Santiago acontece no IV semestre do Curso na disciplina de Enfermagem em Saúde Mental, no estágio curricular de 20 horas. Este momento geralmente torna-se intrigante e causador de expectativa, visto que, não há como reconhecer o que um paciente com transtorno mental está pensando naquele momento. Oliveira (2000) diz que se deve deixar o próprio paciente se comunicar, levando em consideração que alguns deles possuem um afeto sincero para com os acadêmicos, tornando assim a comunicação mais acessível. A relação interpessoal entre acadêmico de enfermagem e paciente objetiva tornar um cuidado de enfermagem instável e desconhecido, em um contato propício a um diálogo amplo, onde o usuário poderá relatar algo que lhe deixa incomodado ou então que possa lhe favorecer no tratamento de sua patologia. Neste contexto, os pacientes do CAPS, portadores de algumas patologias psiquiátricas tem em comum a causa pela qual eles adquiriram a patologia, como o aspecto hereditário, problemas familiares, e ainda a associação com dependência química. Nessas pessoas diferentes que possuem fatores causadores semelhantes, é que o acadêmico de enfermagem procura um método de interação com ambos. Para tanto, é necessário haver um momento de interação onde o acadêmico procede lentamente para que o paciente não se assuste, levando em consideração que em caso de um surto psicótico o acadêmico de enfermagem deve aguardar o momento adequado para que a interação possa prosseguir (STUART e LARAIA, 2002). Neste ínterim, foi realizada uma análise dos prontuários dos pacientes, para identificar suas patologias e planejar a intervenção de enfermagem. Na oportunidade foi possível desenvolver a interação e a comu

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Publicado

2013-02-03

Como Citar

Comunicação Entre Acadêmicos De Enfermagem E UsuÁrios Do Centro De Atenção Psicossocial. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62633. Acesso em: 18 abr. 2026.