Educação Permanente em Saúde: Discutindo o Envelhecimento com a Equipe multiprofissional na Atenção Básica

Autores

  • Danusa Begnini
  • Camila Amthauer
  • Bruna Falcade
  • Cristiane Morlin
  • Tamires Souza
  • Danieli Gasparini
  • Silvana Bastos Cogo

Palavras-chave:

educação permanente, envelhecimento, equipe multiprofissional, atenção básica, enfermagem

Resumo

A educação no trabalho implica em educar pessoas em todos os aspectos, as quais possuem vivencias, educação e pensamentos diferentes. Assim, precisa-se pensar em uma maneira que envolva a participação de todos unindo e interagindo a partir das diferenças sociais, culturais e de condição de saúde. Embasado nesse pensamento utiliza-se a Portaria 198/GM/MS, que apresenta a Educação Permanente como aprendizagem no trabalho, onde o aprender e o ensinar se incorporam ao quotidiano das organizações e ao trabalho. Deve-se ter como referência as necessidades de saúde das pessoas e das populações, da gestão setorial e do controle social em saúde (BRASIL, 2004). Educação permanente em saúde no ambiente de trabalho constitui-se de processos contínuos e dinâmicos na qual todo o grupo social é potencialmente educativo, sendo assim, necessita ser participativo no planejamento, execução, acompanhamento e avaliação associados aos ajustes que devem ser lavados em consideração no transcorrer desse processo (SILVA e BAKS, 2007). De tal forma, é necessário ser vinculada a educação permanente em saúde ao processo de trabalho de trabalhadores de uma unidade básica de saúde, sendo entendida como ?um processo que busca proporcionar ao indivíduo a aquisição de conhecimentos, para que ele atinja sua capacidade profissional e desenvolvimento pessoal, considerando a realidade institucional e social? (BEZERRA, 2003), o que justifica esse trabalho. A partir desses pressupostos foram estabelecidos para ação educativa o seguinte objetivo: sensibilizar os servidores para a busca da melhoria do conhecimento da equipe sobre o envelhecimento e ainda proporcionar um espaço de construção dialógica e democrática de saberes e ações sobre envelhecimento. Os avanços da ciência e da medicina vem contribuindo cada vez mais para a longevidade nos indivíduos. Na concepção de Vieira (1996) e Lopes (2000), os processos de envelhecimento se iniciam desde a concepção, sendo então a velhice definida como um processo dinâmico e progressivo no qual ocorrem modificações, tanto morfológicas, funcionais e bioquímicas, como psicológicas, que determinam a progressiva perda das capacidades de adaptação do indivíduo ao meio ambiente, ocasionando maior vulnerabilidade e maior incidência de processos patológicos. É importante a instrução de prevenção e o alerta de quedas na terceira idade, pois com todas as transformações no corpo, a dificuldade de regeneração e cicatrização dos tecidos, torna-se dificultada, de modo que a prevenção evita problemas secundários. Ao longo do encontro houve o alcance do objetivo proposto, levando em consideração a educação em saúde como forma de mudança na percepção sobre o envelhecimento e suas barreiras. Contudo, os profissionais estarão mais preparados para tratar o tema com um olhar diferenciado, tratando essa faixa etária com um cuidado especial e diferenciado englobando das várias facetas desse grupo.

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Publicado

2013-02-03

Como Citar

Educação Permanente em Saúde: Discutindo o Envelhecimento com a Equipe multiprofissional na Atenção Básica. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62625. Acesso em: 17 abr. 2026.