Oficinas Em Saúde Mental: Relatando Experiências Acadêmicas
Palavras-chave:
Saúde Metal, Educação em Saúde, EnfermagemResumo
As funções do enfermeiro estão focadas na promoção da saúde mental, na prevenção da enfermidade mental, na ajuda ao doente a enfrentar as pressões da enfermidade e na capacidade de assistir ao paciente e à família, ajudando-os a encontrarem o verdadeiro sentido da enfermidade mental. Essas ações fazem parte do processo de enfermagem, devendo direcionar o relacionamento interpessoal e terapêutico (VILLELA; SCATENA, 2004). Ainda, segundo as autoras, fica clara a importância da mudança de conceito e atitude quanto à doença mental e, para que isso ocorra, é necessário que os profissionais se adaptem às novas concepções e possam efetivar a assistência pautada em uma ideologia de cidadania, ética, humanização e uma assistência integral. Para isso, evidencia-se a necessidade da equipe interdisciplinar, na qual haja, entre seus integrantes, a coesão, a integração e o inter-relacionamento efetivo, buscando a aceitação, a reciprocidade e interação entre profissionais e o sujeito de seu cuidado. Nesse contexto, o objetivo desse trabalho é relatar as atividades realizadas com pacientes internados na ala psiquiátrica de um hospital geral. As atividades foram desenvolvidas durante as aulas práticas do quinto semestre do Curso de Enfermagem com pacientes internados na ala psiquiátrica de um hospital geral, localizado no município de Ronda Alta/RS, durante a disciplina de Cuidado ao Adulto em Situações Críticas de Vida. Foram desenvolvidas atividades de interação e integração entre os pacientes e alunos e demais membros da equipe atuante no local. Dentre as atividades desenvolvidas, foram realizadas oficinas, onde os pacientes confeccionavam cartazes com desenhos e recortes de revistas, desenhavam e pintavam. As oficinas podem ser encaradas como espaços terapêuticos a partir do momento em que possibilitem aos sujeitos que nelas participam um lugar de fala, expressão e acolhimento (LAPPANN-BOTTI; LABATE. 2004). De acordo com Rauter (2000), agir, isto é, inserir socialmente indivíduos segregados e ociosos, e de recuperá-los enquanto cidadãos, através de ações que passam fundamentalmente pela inserção do paciente psiquiátrico no trabalho e/ou em atividades artísticas, artesanais, ou em dar-lhes acesso aos meios de comunicação entre outros. Ainda, conforme Mendonça (2005), as oficinas constituem-se em novas práticas, propostas de inserção social nos hospitais psiquiátricos, num espaço de convivência, criação e reinvenção do cotidiano nessas instituições, pois, além do tratamento clínico indispensável, o sujeito psicótico necessita ter reconstituído seu direito de criar, opinar, escolher, relacionar-se. Essas atividades de integração entre pacientes e equipe são de fundamental importância para o desenvolvimento de vínculo e confiança entre o profissional e paciente, a fim de estar se prestando um atendimento mais direcionado às reais necessidades do mesmo, visando uma assistência mais efetiva e qualificada.Downloads
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Publicado
2013-02-03
Edição
Seção
Ciências da Saúde
Como Citar
Oficinas Em Saúde Mental: Relatando Experiências Acadêmicas. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62613. Acesso em: 17 abr. 2026.