Oficina Sobre Sexualidade Com Alunos Do Quinto Ano De Uma Escola Municipal: Um Relato De Experiência
Palavras-chave:
enfermagem, criança e adolescente, sexualidadeResumo
INTRODUÇÃO: De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), é considerado adolescente o indivíduo entre 12 e 18 anos de idade. Já Oselka e Troster (2000) apresentam que a Organização Mundial da Saúde classifica como adolescente os indivíduos na faixa etária entre 10 e 19 anos. A adolescência é uma fase marcada por modificações e indefinições. Nesta faixa etária, segundo Camargo e Ferrari (2009) a maioria dos adolescentes, está inserida no ambiente escolar e a escola tem um importante papel na vida dos adolescentes, é nela que permanecem a maior parte do seu tempo, sendo possível trabalhar conhecimentos e habilidades. Desta forma a escola é adequada para o desenvolvimento de ações educativas. A educação em saúde pode ser compreendida como atividade principal da promoção da saúde que resulta na melhoria da qualidade de vida e no fortalecimento dos sujeitos (CANDEIAS, 1997 apud GÓES; LA CAVA, 2009). METODOLOGIA: Trata-se de um estudo tipo relato de experiência, sobre uma intervenção educativa desenvolvida por Acadêmicas de Enfermagem, com alunos do quinto ano de uma escola municipal de um município da região central do estado do RS. Participaram da atividade 30 alunos de ambos os sexos. Foram utilizados recursos áudios visuais, como retro projetor e cartazes. Primeiramente as acadêmicas explanaram sobre a diferença entre sexualidade e sexo, sobre as mudanças que ocorrem no organismo com a chegada da adolescência, principalmente as mudanças físicas, como crescimento de pêlos, crescimento e desenvolvimento das mamas, mudança na voz... Abordaram também o início das paqueras e dos relacionamentos. Após a conversa, os alunos foram estimulados a falar sobre o que pensam, e o que sentem, bem como, possibilitou-os sanar algumas dúvidas. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Como resultado dessa medida educativa se obteve a troca de experiências e informações, abriu a possibilidade de autoconhecimento e compreensão das mudanças que estão ocorrendo com seu corpo. O diálogo de forma aberta possibilitou maior envolvimento dos mesmos, e o não constrangimento dos adolescentes. A oficina possibilita um espaço para fala e escuta, podendo o sujeito expressar-se, e, além disso, compartilhar experiências (AFONSO, 2003). Nesta oficina, foi possível perceber que esse assunto ainda é tratado como um tabu. Cabe aqui um alerta às famílias, à escola, à sociedade em geral, quanto a quebra de tabus e preconceitos quando for falar sobre sexualidade. CONCLUSÃO: A abordagem desenvolvida pelas acadêmicas aumentou o conhecimento dos estudantes, entretanto, não o suficiente para que enfrentem as modificações que a adolescência acarreta. Desta forma, é importante um acompanhamento por parte dos pais e da escola, baseado no diálogo para fortalecer o vínculo e facilitar o enfrentamento deste novo momento de suas vidas. Sugere-se um programa permanente de educação em saúde nas escolas públicas, gerando o acesso a informações.Downloads
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Publicado
2013-02-03
Edição
Seção
Ciências da Saúde
Como Citar
Oficina Sobre Sexualidade Com Alunos Do Quinto Ano De Uma Escola Municipal: Um Relato De Experiência. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62612. Acesso em: 17 abr. 2026.