Avaliação da Qualidade de Vida de Pacientes Cardíacos: Diferenças sexuais
Palavras-chave:
Avaliação, Qualidade de vida, Doenças CardiovascularesResumo
Introdução: As doenças cardiovasculares ainda causam altos índices de óbitos, internações e comprometimentos na QV dos pacientes mesmo diante as inovações tecnológicas na área da saúde e as campanhas preventivas realizadas. Objetivos: A pesquisa teve como objetivo geral avaliar a QV de pacientes com doenças cardiovasculares internados em um Hospital Público e como específico: verificar se há diferença na qualidade de vida entre os gêneros em quais aspectos do SF36. Métodos: A pesquisa delineou-se como um estudo de uma série de casos, com amostra consecutiva. Os instrumentos utilizados foram um questionário semiestruturado, para conhecer o perfil sócio demográfico e clínico e o questionário SF36 que avalia a QV. Resultados E Discussão: A amostra composta por 28 pacientes foi caracterizada por idosos (62,14 anos) do gênero masculino (60,7%), casados e com ensino fundamental incompleto. A doença que mais causou internação foi a insuficiência cardíaca congestiva, ressalta-se que os pacientes apresentavam mais de um diagnóstico, já que pacientes com ICC apresentam outras alterações associadas. O medicamento mais utilizado foi o captopril (46,4%), frequentemente empregado na terapia combinada na ICC. O sedentarismo foi o principal fator de risco para doença cardíaca encontrado nesta amostra (85,7%), o que é justificado pela idade avançada e suas limitações. Ao analisar o SF36 sem discriminar os gêneros verificou-se que entre os domínios o que apresentou valor maior foi o estado geral de saúde (36,61 ± 23,49), já a resposta que apresentou menores valores foi limitação por aspectos físicos (24,11 ± 33,66). Dados interessantes, pois mesmo diante das limitações físicas a percepção quanto ao estado geral de saúde foi considerada boa, esta análise pode refletir o não entendimento da questão pelos pacientes, o que se justifica pelo baixo nível de escolaridade. Pelo Teste de Mann- Whitney observou-se que os homens apresentaram melhor QV nos domínios capacidade funcional (U=37,00, p=0,007) e dor (U=47,00, p=0,029), os demais domínios do SF36 não apresentaram significância estatística. Atualmente estudos têm demonstrando que há diferença na QV entre os gêneros em determinadas doenças. Para Pimenta et al., 2008, as mulheres tendem a afirmar que sua QV é inferior a dos homens. Dellaroza et al., 2007, afirma que a funcionalidade do indivíduo está relacionada à intensidade, frequência e duração do episódio de dor. É indispensável apontar que este estudo tem limitações metodológicas como o curto período de pesquisa, a amostra diminuta e a falta de delimitação de uma doença específica, mesmo diante disso enfatiza-se sua contribuição no sentido de direcionar o tratamento não apenas a doença, mas na QV. Conclusão: Concluiu-se que entre o grupo estudado a QV foi identificada como baixa, nestes pacientes as doenças cardiovasculares comprometem no geral suas funções físicas, mentais e sociais, sendo que o sexo masculino apresentou melhor QV do que as mulheres.Downloads
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Publicado
2013-02-03
Edição
Seção
Ciências da Saúde
Como Citar
Avaliação da Qualidade de Vida de Pacientes Cardíacos: Diferenças sexuais. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62608. Acesso em: 18 abr. 2026.