Diabetes Mellitus E O Idoso: Educar Para Prevenir Complicações
Palavras-chave:
Diabetes Mellitus, idoso, atividade física, educação em saúdeResumo
O fenômeno mundial do envelhecimento da população traz como uma de suas conseqüências um aumento ainda maior no número de casos de diabetes diagnosticados (GALHARDO; ÁVILA, 2004). O diabetes mellitus (DM) é uma síndrome decorrente de alterações metabólicas caracterizadas pela hiperglicemia inapropriada, em conseqüência da ausência da ação biológica da insulina (MARCONDES et al., 2005). Este estudo consiste numa revisão de literatura em meio eletrônico, como Scielo e Bireme, permitindo levantamento e análise de publicações sobre diabetes mellitus no idoso, no período de 2000 a 2010. Essa revisão visa enquadrar as medidas não-farmacológicas, como dieta e atividade física, no tratamento do diabético idoso. Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de portadores da doença em todo o mundo era de 177 milhões em 2000, com expectativa de alcançar 350 milhões de pessoas, em 2025. A apresentação clínica do idoso diabético é, em geral, mais discreta que a do jovem, no qual a polifagia, poliúria e polidipsia são mais evidentes. Devido a este fato, o idoso diabético desconhece ser portador da doença (MARCONDES et al.,2005). As medidas terapêuticas empregadas no diabético idoso não diferem fundamentalmente das utilizadas em pacientes de qualquer faixa etária. Assim, são essenciais, a dieta, o exercício físico e a medicação adequada a cada caso (MARCONDES et al., 2005). O tratamento inicial para Diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é não medicamentoso e inclui mudanças no estilo de vida (MILECH et al, 2007). Segundo Knuth et al (2009) os programas de promoção em saúde devem atentar para a parcela da população mais pobre, pois a idéia de conhecimento, por si só, não garantirá mudança de atitude, entretanto, o direito à informação e mecanismos para que esses conhecimentos sejam incorporados por qualquer indivíduo devem ser garantidos. Porém, não se encontrou estudos de abrangência local e até mesmo nacional que mostrassem o conhecimento e a prática de atividades físicas como prevenção e promoção da saúde dos idosos com DM2; para que pudessem fundamentar a construção de programas educacionais, campanhas, políticas públicas, treinamento de profissionais da saúde e criação de espaços apropriados voltados para a promoção da saúde através de uma vida mais ativa (FRANCHI et al., 2008). Segundo Grossi (2009), o maior desafio para os profissionais de saúde frente aos diabéticos consiste em ensiná-los a como viver e manejar a doença diante das situações que se apresentam no dia-a-dia. Isso significa educar para que as mudanças comportamentais aconteçam e se mantenham ao longo da maior parte da trajetória da doença e da vida. O fornecimento de informação, orientação e tratamento podem retardar a evolução natural da enfermidade (NOZABIELI et al, 2010). Diante do exposto, destaca-se a importância da educação voltada para o diabético a fim de melhorar a qualidade de vida, investindo em mudanças no hábito de vida mais saudável e ao alcance de todos.Downloads
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Publicado
2013-02-03
Edição
Seção
Ciências da Saúde
Como Citar
Diabetes Mellitus E O Idoso: Educar Para Prevenir Complicações. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62602. Acesso em: 18 abr. 2026.