Aleitamento materno: por que promovê-lo na primeira hora de vida do recém-nascido?

Autores

  • Lisie Alende Prates
  • Joice Moreira Schmalfuss

Palavras-chave:

enfermagem obstétrica, aleitamento materno, recém-nascido

Resumo

O aleitamento materno (AM) apresenta inúmeras vantagens para o trinômio mãe-bebê-família, sendo que estas contemplam os mais diversos aspectos (nutricionais, fisiológicos, psicológicos, econômicos e ecológicos). No âmbito nutricional, o leite materno é reconhecido como o alimento mais completo para o bebê, contendo todos os nutrientes indispensáveis para o seu crescimento e desenvolvimento ideais. Fisiologicamente, o processo de amamentação protege a mulher e o bebê contra diversas doenças. Em termos psicológicos, o AM contribui para a formação do vínculo entre mãe e bebê. A amamentação também possui vantagens econômicas para a família, visto que possibilita menos gastos no que tange ao armazenamento e preparo de outros alimentos para a criança; além do fato de que a utilização de alimentos contaminados pode acarretar em gastos com a hospitalização e recuperação da criança. Ecologicamente, a promoção do AM reduz os riscos ambientais, visto que há uma diminuição da produção de inúmeros materiais (chupetas, mamadeiras, metais para confecção de latas, entre outros) que são desperdiçados, gerando poluentes e resíduos para o meio ambiente. Além disso, especialmente após o parto, na primeira meia hora de vida, a amamentação possui a finalidade de propiciar o estímulo de sucção no recém-nascido, além de ser capaz de reduzir as chances de hemorragia pós-parto na mulher. Diante do exposto, o objetivo deste trabalho é realizar uma reflexão sobre a prática do AM na primeira hora de vida do bebê. Trata-se de um relato de experiência vivenciado pelas autoras do trabalho durante estágios curriculares e coleta de dados de pesquisa realizada em um hospital da Fronteira-Oeste do Rio Grande do Sul. Infelizmente, as autoras observaram que o AM não tem sido uma prática estimulada pelos profissionais de saúde na primeira hora de vida do bebê. Além disso, constatou-se, de forma empírica, que muitas crianças que não foram expostas ao seio da mãe na primeira hora de vida apresentaram mais dificuldades para iniciar o processo de sucção, necessitando, posteriormente, da intervenção de algum profissional de saúde. Percebeu-se, também, que muitas mulheres gostariam de ter este primeiro contato com o recém-nascido ainda na sala de parto. Contudo, o desejo das mulheres, geralmente, não foi considerado. Nesse contexto, salienta-se que a promoção do AM na primeira meia hora de vida consiste em um dos ?Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno?, documento elaborado pela estratégia Iniciativa Hospital Amigo da Criança, o que significa que esta prática é imprescindível para que o AM seja bem sucedido. Desse modo, evidencia-se a importância de conscientizar os profissionais de saúde diretamente envolvidos neste contexto a estimularem o AM logo após o nascimento do bebê. Esta prática, além de ser um direito da mulher e do seu filho, deve ser incorporada nas rotinas de qualquer hospital que prima por oferecer um atendimento qualificado e humanizado para este binômio.

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Publicado

2013-02-03

Como Citar

Aleitamento materno: por que promovê-lo na primeira hora de vida do recém-nascido?. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62594. Acesso em: 17 abr. 2026.