Paciente Portadora De Toxoplasmose Congênita: Relato De Caso Na Atenção BÁsica

Autores

  • Fernanda Campanaro Giessler
  • Camila Amthauer

Palavras-chave:

Toxoplasmose Congênita, Atenção Primária à Saúde, Profissionais da Saúde

Resumo

A toxoplasmose é zoonose cujo agente etiológico é o Toxoplasma gondii, sendo identificados em seu ciclo de vida complexo dois hospedeiros: o gato, como hospedeiro definitivo, e o homem, mamíferos e aves, como hospedeiros intermediários. Diversas são as formas de transmissão, ocorrendo por ingestão de oocistos encontrados na terra, areia e nos alimentos, de cistos teciduais encontrados nas carnes cruas e mal cozidas, e por via transplacentária (SANTANA; ANDRADE, MORON, 2003). A toxoplasmose congênita é detectada pela pesquisa laboratorial de marcadores sorológicos durante o acompanhamento pré-natal ou em estudos de soroprevalência (MOZZATO; SOIBELMANN PROCIANOY, 2003). A importância de estabelecer o perfil sorológico de gestantes reside na possibilidade de adoção de medidas profiláticas e terapêuticas para minimizar a transmissão vertical e a ocorrência de danos ao desenvolvimento fetal (REMINGTON et al., 2001 apud CASTILHO-PELLOSO, 2005). Trata-se de um estudo, tipo relato de caso, sobre uma paciente portadora de Toxoplasmose Congênita, que procurou os serviços de atenção básica no município de Palmeira das Missões, durante as aulas práticas do sexto semestre do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria/Centro de Educação Superior Norte do RS. A portadora de toxoplasmose congênita era uma paciente do sexo feminino, de 22 anos, caucasiana, apresentando manifestações como febre, dor de garganta e aumento dos linfonodos (gânglios) do pescoço, alegando estes ser os principais sintomas que a acometem.Dentre os exames realizados pela paciente estavam imunofluorescência indireta e teste imunoenzimático (ELISA), detectando anticorpos da classe IgG, IgM e IgA. Sendo que, no último exame realizado, o IgG está presente, o que significa que não apresenta a doença no momento, mas que já teve contato, de alguma forma, com o agente etiológico. De acordo com Spalding et al (2003), o planejamento em saúde e a tomada de decisões dependem da qualidade da informação disponibilizada. As taxas de transmissão congênita e as manifestações clínicas variam de forma acentuada entre os indivíduos com infecção por T. gondii. O diagnóstico laboratorial constitui um desafio para os profissionais de saúde envolvidos na assistência à gestante e ao concepto com suspeita de infecção pelo T. gondii (MOZZATO, 2003; SPALDING, 2003). Além da complexidade de interpretação de marcadores de fase aguda, as modernas técnicas laboratoriais nem sempre estão disponíveis nos serviços de saúde pública do país (CASTILHO-PELLOSO, 2005). É fundamental que os profissionais de saúde possam integrar e agilizar os serviços prestados às gestantes, de modo que a detecção e diagnóstico precoce da doença possam ajudar no tratamento da mesma. Através de um programa de prevenção primária, com aconselhamento genético e com o incentivo à realização do pré-natal são medidas que possam estar evitando a contaminação durante a gravidez.

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Publicado

2013-02-03

Como Citar

Paciente Portadora De Toxoplasmose Congênita: Relato De Caso Na Atenção BÁsica. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62577. Acesso em: 17 abr. 2026.