Prevenção E Diagnóstico Do Câncer De Próstata: Uma Revisão

Autores

  • Cristiano Sartori Baiotto
  • Aline Cavinatto
  • Elias Ricardo Ahlert
  • Gislaine Tisott Dal Molin
  • Laura Maria Marchionatti Kliemann Haas

Palavras-chave:

Saúde do homem, câncer de próstata, detecção, políticas de saúde

Resumo

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo câncer mais incidente entre os homens. Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o tipo mais prevalente em homens, representando cerca de 10% de todos os cânceres (BRASIL, 2008). Dados do Instituto Nacional do Câncer apontaram cerca de 52.350 novos casos de câncer de próstata, em 2010. A detecção precoce do câncer de próstata é de fundamental importância para um aumento das possibilidades de cura. Entre as medidas preventivas, a de principal relevância seria o toque retal (BRASIL, 2009). O presente estudo visa explicitar a importância e os principais modos de detecção precoce do câncer de próstata descrito na literatura. Trata-se de uma revisão de literatura sobre o câncer de próstata através da pesquisa de artigos e periódicos em portais eletrônicos: Scielo e Instituto Nacional do Câncer ? INCA, no período de 2003 a 2011. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (2003), o aumento nas taxas de incidência do câncer de próstata, pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos, melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e aumento na expectativa de vida do brasileiro (INCA, 2010). Até o momento, somente alguns marcadores ou fatores de riscos foram identificados para o câncer de próstata, tais como: idade, raça/etnia e genética familiar (DAMBER; AUS, 2008). De acordo com Brasil (2002) o rastreamento é realizado por meio do toque retal e da dosagem do Antígeno Específico Prostático (PSA). O toque retal é utilizado para avaliar o tamanho, a forma e a consistência da próstata, mas sabe-se que este exame apresenta algumas limitações, pois possibilita a palpação das porções posterior e lateral da próstata, deixando 40% a 50% dos tumores fora do seu alcance, necessitando assim, de treinamento e experiência ao examinador; e ainda existe a resistência e rejeição ao exame, sendo interpretado como uma afronta à masculinidade, o que diminui significativamente a adesão (GOMES et al., 2008). No Brasil, o Ministério da Saúde não recomenda o rastreamento populacional para o câncer de próstata, pois ainda não está claro se tal rastreamento reduz a mortalidade da doença (BRASIL, 2009). Portanto, esse quadro implica na necessidade de continuidade em investimentos no desenvolvimento de ações abrangentes para o controle do câncer de próstata, principalmente nas ações direcionadas à promoção da saúde e à detecção precoce, mostrando a sociedade uma nova visão sobre a medicina preventiva do homem.

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Publicado

2013-02-03

Como Citar

Prevenção E Diagnóstico Do Câncer De Próstata: Uma Revisão. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62567. Acesso em: 17 abr. 2026.