Estratégias alternativas no Laboratório de Biologia são realmente efetivas?

Autores

  • Josiane Martins Flores
  • Lucas Dos Santos Goulart
  • Andressa Roseno Ames
  • Lucieli Lopes Marques
  • Luciana Da Silva Catardo
  • Bryana Da Silva D`avila.
  • Valdir Marcos Stefenon

Palavras-chave:

Biologia, Ensino-aprendizagem, atividade prática

Resumo

Há muitos anos, o ensino de Biologia exclusivamente teórico é tido como insuficiente para o aprendizado dos educandos, apontando a necessidade de ruptura com esse paradigma. Que exige cada vez mais alternativas de ensino, como realização de aulas práticas que complementem os conteúdos adquiridos em aulas teóricas. Com isso, o uso de materiais e reagentes alternativos para o desenvolvimento de aulas práticas nas escolas tem sido a saída comumente utilizada para amenizar tais problemas. Contudo fica a dúvida: estas atividades, desenvolvidas com materiais alternativos tem a mesma capacidade de estimular o educando para o estudo da Biologia, ou o uso de um laboratório devidamente equipado traz melhores resultados? Este trabalho relata uma experiência vivenciada por acadêmicos do curso de Ciências Biológicas/Licenciatura, que visou comparar o uso de um laboratório equipado e o uso de um laboratório alternativo, no desenvolvimento de uma atividade prática. O objetivo foi avaliar o interesse despertado em educandos de uma turma de 1º ano do Ensino Médio, ao realizar-se uma atividade prática em dois ambientes diferentes: grupo A, em um laboratório equipado para pesquisas científicas (Laboratório de Biologia Geral da Unipampa); e grupo B, em um espaço escolar, utilizando-se materiais alternativos (laboratório da escola). Para a realização de ambas as práticas, seguimos o mesmo roteiro, dividido em três momentos: o início, o desenvolvimento e a discussão. Inicialmente, fazíamos uma explanação com informações do assunto a ser trabalhado e qual o objetivo do experimento. Para o desenvolvimento, cada grupo foi subdividido em dois, favorecendo a circulação dos monitores nas bancadas do laboratório e a participação dos educandos. Durante a realização das práticas, o clima descontraído favoreceu a discussão da importância de cada material utilizado. A prática realizada no laboratório da universidade, devido à possibilidade de ampliar seus horizontes e ?infiltrar-se no mundo científico?, diferente da rotina na qual os educandos estão acostumados, não despertou um interesse ?especial? como acreditávamos. Isso foi comprovado, ao testarmos a atividade no próprio laboratório da escola, com materiais alternativos. Visivelmente, os educandos do grupo B apresentaram resultados muito mais satisfatórios na atividade prática, pois os mesmos prestaram atenção nas explicações, seguiram corretamente as instruções dadas, participaram, questionaram e esperaram com curiosidade o resultado final da experiência, tornando-se agentes ativos num cenário de descobertas científicas. Concluímos que os educandos não devem ser privados de práticas diferenciadas, que permitam relacionar o dia-a-dia com fenômenos biológicos, pois não necessitam de equipamentos ou materiais com alto investimento financeiro para a realização de aulas práticas.

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Publicado

2013-02-03

Como Citar

Estratégias alternativas no Laboratório de Biologia são realmente efetivas?. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62554. Acesso em: 17 abr. 2026.