MÉtodos De Avaliação De Risco Aplicados A Gasodutos De Transmissão

Autores

  • Ronaldo Da Silveira Oliveira
  • Adilson Do Nascimento Soares
  • Alexandro Gularte Schafer

Palavras-chave:

Gasoduto, Avaliação de Risco, Modelo de Avalição

Resumo

Introdução: Em um programa de gerenciamento de integridade em dutos a avaliação de risco é uma das etapas fundamentais. Utilizando-se modelos de avaliação risco desenvolvidos comercialmente ou nas próprias companhias, avaliam-se as probabilidades e conseqüências de ocorrência de incidentes, que são utilizadas na tomada de decisões operacionais e de manutenção. Existem atualmente várias metodologias de avaliação de risco sendo aplicadas para identificar e estimar risco em dutos, embora nenhuma seja universalmente aceita pela indústria de dutos. Ainda não há consenso entre pesquisadores e profissionais da área acerca de como modelar esses riscos. Desta forma, quando se pensa em construir uma ferramenta computacional visando a avaliação de risco em dutos, uma importante questão a ser respondida diz respeito a que modelo de avaliação de risco utilizar. Dentro deste contexto, essa pesquisa apresenta uma investigação acerca das metodologias atualmente existentes e empregadas na avaliação de risco em dutos. Material e Métodos: Para alcançar o objetivo proposto, foi realizada uma ampla revisão bibliográfica nos principais periódicos nacionais e internacionais, bem como em livros e anais de congressos da área de dutos. Resultados e Discussão: As diversas abordagens de avaliação de risco são comumente classificadas em três categorias principais: abordagem qualitativa, semi-quantitativa e quantitativa.As análises qualitativas se baseiam em uma escala nominal ou descritiva para estimar as probabilidades e as conseqüências associadas aos riscos, se atribui pontuação subjetiva a diferentes fatores que, de acordo com a opinião de especialistas, influenciam a probabilidade e conseqüências de falha. Análises semi-quantitativas estendem o processo de análise qualitativa alocando valores numéricos às escalas descritivas. Os números são então usados para derivar fatores de risco quantitativos. São relativamente fáceis de construir e implementar.A abordagem de avaliação de risco quantitativa, muitas vezes também descrita como avaliação probabilística ou avaliação numérica é tida como o mais rigoroso e complexo modelo de avaliação de risco. Esta abordagem estima o nível de risco com base em valores de probabilidade e consequências de falhas, sendo usadas escalas numéricas ao invés de escalas descritivas. Essa abordagem vem se tornando importante no controle efetivo dos níveis de risco no gerenciamento de gasodutos. Conclusões: Levando-se em conta as metodologias de avaliação de risco existentes atualmente, é importante reconhecer que o processo de avaliação de risco em dutos pode ser conduzido em diferentes estágios. Em uma fase inicial geralmente não se tem um processo de avaliação de risco formal e os dados disponíveis podem ser precários quanto à qualidade e quantidade. Com a realização de subseqüentes avaliações de risco e a disponibilidade dos dados provenientes dessas avaliações, bem como advindos de outras avaliações, ensaios e inspeções "in loco", a quantidade e qualidade dos dados utilizados na avaliação tende a melhorar significativamente. Esses dados passam a ser incorporados nas avaliações subseqüentes, proporcionando informações mais precisas sobre as condições do duto. Isso torna as avaliações de risco gradualmente mais robustas e abrangentes, com resultados mais consistentes e confiáveis. Assim, antes de definir o método a ser utilizado para a avaliação de risco, deve-se verificar em qual fase de um programa de gerenciamento de integridade o duto se encontra. Orgão de Fomento: PBDA

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Publicado

2013-02-01

Edição

Seção

Salão Internacional de Iniciação Científica

Como Citar

MÉtodos De Avaliação De Risco Aplicados A Gasodutos De Transmissão. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62321. Acesso em: 8 out. 2026.