Avaliação Preliminar De Metabolitos SecundÁrios De Syzygium Jambolanum Para Fins Terapêuticos.
Palavras-chave:
Syzygium jambolanum, Screening fitoquímico, Plantas Medicinais, Avaliação, JambolãoResumo
Introdução: O conhecimento sobre plantas medicinais simboliza muitas vezes o único recurso terapêutico de muitas comunidades. O uso de plantas no tratamento e na cura de enfermidades é tão antigo quanto à espécie humana. Syzygium jambolanum é uma árvore originária da Índia e vulgarmente conhecida no Brasil como Jambolão. Além do potencial antioxidante relatado na literatura, é utilizada na medicina popular para o tratamento do diabetes e doenças causadas por patógenos.O objetivo deste estudo é identificar constituintes químicos do Syzygium jambolanum através do screening fitoquímico e avaliar qualitativamente alguns dos principais metabólitos responsáveis pelas ações da planta. Material e Métodos: Foram obtidas amostras de folhas e cascas do Syzygium jambolanum localizadas no Campus da Unipampa - Uruguaiana-RS. Amostras foram colocadas em estufa a quarenta graus para eliminação da água e após, trituradas em moinho de facas. O screening foi realizado em duplicata de acordo com os procedimentos abaixo relacionados.Alcalóide: infusão com quatro gramas do vegetal, solução de ácido clorídrico e aquecimento até fervura. A mistura fria foi alcalinizada com hidróxido de amônio, filtrada e separada em funil de separação através de extrações com clorofórmio. O extrato orgânico evaporado foi observado na lâmina através de reação com reativo Dragendorff. Antraquinona: dois gramas da amostra foram extraídos com éter etílico, agitada e filtrada. Foi adicionado hidróxido de sódio e avaliada a coloração, sendo positivo para cor róseo-avermelhada.Tanino: quatro gramas da amostra foram extraídas por infusão, filtradas e distribuídas em três tubos. No primeiro, foram colocados dois mililitros do extrato, duas gotas de ácido clorídrico diluído e solução de gelatina gota a gota, observando-se a formação de precipitado. No segundo, foram adicionados dois mililitros do extrato, dez mililitros de água destilada e duas gotas de cloreto férrico. Observa-se a coloração sendo positivo para verde ou azul. O terceiro foi o branco, somente extrato.Saponina: teste qualitativo de espuma: prepara-se a infusão de dois gramas da amostra, seguida de agitação. Teste semi-quantitativo do índice de espuma, o infuso foi preparado com dez gramas e distribuído em dez tubos seguindo um padrão de diluição. Observa-se o tubo mais diluído com espuma persistente.Flavonóide: dez gramas da amostra com noventa mililitros de álcool foram colocadas no agitador. Após filtração, uma alíquota de dois mililitros foi colocada em banho-maria e evaporada. O resíduo foi lavado com clorofórmio, redissolvido em etanol e transferido para outro tubo. Adicionaram-se duzentos miligramas de magnésio em pó e verteu-se ácido clorídrico observando-se a coloração característica. Resultados e Discussão: Resultados obtidos indicam que na folha, a reação foi positiva para taninos, saponinas e flavonóides, e negativa para alcalóides e antraquinonas. Já na casca a reação foi positiva para antraquinonas, taninos, saponinas e flavonóides, e negativa para alcalóides. Guardando conformidade com análises de outros autores. Conclusões: Resultados preliminares da espécie Syzygium jambolanum apresenta diferenças com relação à presença de antraquinonas nas folhas e cascas. Esta avaliação inicial ressalta grupamentos químicos importantes nas ações farmacológicas do Syzygium jambolanum, especialmente alguns compostos fenólicos. Avaliações posteriores serão necessárias a fim de obterem-se dados mais precisos que assegurem uma maior segurança e eficácia dos efeitos terapêuticos da planta. Orgão de Fomento: UnipampaDownloads
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Publicado
2013-02-01
Edição
Seção
Salão Internacional de Iniciação Científica
Como Citar
Avaliação Preliminar De Metabolitos SecundÁrios De Syzygium Jambolanum Para Fins Terapêuticos. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62258. Acesso em: 8 out. 2026.