Efeito Da Temperatura No Crescimento Micelial De PossÍveis Antagonistas Fúngicos Ao Sclerotinia Sclerotiorum
Palavras-chave:
Fitopatógeno, Controle biológico, Crescimento micelialResumo
Introdução: O fitopatógeno S. sclerotiorum é um fungo polífago que possui em torno de 408 espécies vegetais como hospedeiras. Dentre as formas de controle desse patógeno, o biológico está entre os mais utilizados, devido a comprovada ineficiência dos químicos. O objetivo do trabalho foi avaliar o efeito da temperatura no crescimento micelial de possíveis antagonistas fúngicos ao S. sclerotiorum. Material e Métodos: O presente trabalho foi conduzido no Laboratório de Biologia/Campus de Itaqui ? Unipampa. Os possíveis antagonistas fúngicos foram obtidos através do método de iscas, utilizando-se os escleródios do patógeno como iscas, em solos provenientes de Itaqui e Maçambará - RS. Os isolados de Trichoderma spp. (T1, T2, T3, T4 e T5), Pythium spp. (P1), Fusarium oxysporum (F1) e Sclerotinia sclerotiorum (S1) foram multiplicados em meio de cultura BDA (batata, dextrose, agar). Disco de micélio e/ou esporos de 6mm de diâmetro dos 8 isolados fúngicos foi colocado no centro de placas de Petri contendo meio BDA. As placas foram mantidas em três temperaturas: 12ºC, 22ºC e 32ºC, em câmaras climatizadas tipo BOD. A avaliação foi realizada no 7º dia após a instalação do experimento e constou da mensuração do crescimento radial do micélio fúngico. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, em esquema fatorial 8x3 (isolados fúngicos) (temperaturas), com 3 repetições, sendo cada placa considerada uma repetição. Resultados e Discussão: Ocorreram interações entre os fatores, diferentes isolados fúngicos e diferentes temperaturas. Os isolados fúngicos testados que apresentaram maior crescimento micelial foram na ordem de 25%, 75% e 63% nas temperaturas de 12°C, 22°C e 32°C, respectivamente. Nenhum dos 8 isolados fúngicos apresentou maior crescimento micelial, concomitantemente, nas 3 temperaturas analisadas. Os 5 isolados de Trichoderma spp. avaliados apresentaram maior desenvolvimento micelial sobre a temperatura de 22°C, onde desenvolveram-se por toda a placa. Os isolados do gênero Fusarium e Sclerotinia apresentaram menor crescimento micelial a 12°C, 22°C e 32ºC, quando comparados aos demais. Alem disso, verificou-se que a temperatura ótima para o desenvolvimento micelial do isolado de S. sclerotiorum foi de 22ºC. Dessa forma, os isolados de Trichoderma spp. e Pythium spp. por apresentarem, também, maior crescimento micelial nesta temperatura e maior desenvolvimento do que o patógeno, podem ser indicados para experimentos in vitro e in vivo para controle biológico do mesmo. Conclusões: Os resultados do presente trabalho permitem-nos concluir que a temperatura exerce influência no crescimento micelial de fungos de solo e a condição ótima observada para o crescimento desses fungos testados foi de 22°C. Orgão de Fomento: Universidade Federal do PampaDownloads
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Publicado
2013-02-01
Edição
Seção
Salão Internacional de Iniciação Científica
Como Citar
Efeito Da Temperatura No Crescimento Micelial De PossÍveis Antagonistas Fúngicos Ao Sclerotinia Sclerotiorum. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 1, 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/62166. Acesso em: 8 out. 2026.