Corporeidade e Inclusão
Palavras-chave:
Datilologia, Acessibilidade, Brincadeiras, InclusivasResumo
A oficina "Corporeidade e Inclusão" foi desenvolvida na cidade de Bagé (RS) no IntraPIBID 2025 com o objetivo de proporcionar reflexões e vivências sobre a inclusão de pessoas surdas por meio de atividades corporais, lúdicas e colaborativas. A proposta buscou demonstrar que pequenas adaptações nas brincadeiras e dinâmicas tornam os espaços mais acessíveis, favorecendo a participação de todos e promovendo o respeito às diferenças. No início da oficina, os participantes foram convidados a se inscrever na oficina da inclusão e da comunicação acessível, que possuía horário definido para início e término. Foram realizadas diversas inscrições e, antes do início das atividades, explicou-se como seria desenvolvida cada brincadeira, destacando seus objetivos e as adaptações propostas para garantir a participação de todos. Em seguida, foram realizadas duas atividades práticas que evidenciaram como o corpo, a comunicação visual e a Libras podem ser utilizados para garantir a participação de pessoas surdas em momentos de interação e lazer. A primeira atividade foi a Dança das Cadeiras Inclusiva. Diferentemente da versão tradicional, em que a música é interrompida para indicar o momento de sentar, nesta adaptação utilizou-se um sinal luminoso. Ao invés de parar a música, os organizadores piscavam a luz para indicar que os participantes deveriam procurar uma cadeira. Essa adaptação permitiu que pessoas surdas e ouvintes participassem da brincadeira em igualdade de condições, mostrando que recursos visuais podem substituir estímulos sonoros sem comprometer a diversão da atividade. A segunda dinâmica, intitulada Datilologia Maluca, exigiu maior interação entre os participantes e estimulou o aprendizado do alfabeto manual em Libras. Os participantes foram divididos em duas equipes, compostas por surdos e ouvintes, organizadas em filas. No percurso havia diferentes obstáculos que precisavam ser ultrapassados, como passar por baixo ou pular sobre objetos, tornando a atividade mais dinâmica e estimulando a coordenação motora. Havia uma caixa misteriosa contendo diversas imagens. O participante retirava uma figura e realizava a datilologia da palavra correspondente, utilizando o alfabeto manual da Libras. Os demais integrantes da equipe observavam atentamente e tentavam identificar a palavra soletrada. Quem compreendesse primeiro corria até o quadro, passando pelo percurso de obstáculos, e escrevia a resposta, dando sequência ao próximo participante. Vencia a equipe que acertasse e registrasse o maior número de palavras dentro do tempo estabelecido. Para facilitar a participação de todos, cada participante recebeu uma folha de apoio contendo o alfabeto manual em Libras. A oficina proporcionou uma experiência significativa ao demonstrar que a inclusão vai além do discurso, sendo construída por meio de práticas que respeitam as diferentes formas de comunicação e participação. As atividades favoreceram a cooperação entre surdos e ouvintes, estimularam o uso da Libras, fortaleceram o trabalho em equipe e evidenciaram que adaptações simples podem tornar as brincadeiras acessíveis e inclusivas. Participar dessa oficina permitiu compreender a importância de pensar práticas pedagógicas que valorizem a diversidade e garantam o direito de todos à participação. A experiência reforçou que a corporeidade, quando associada à inclusão, contribui para o desenvolvimento da empatia, da comunicação, do respeito às diferenças e da construção de ambientes educacionais verdadeiramente inclusivos. A oficina possibilitou momentos de troca de experiências entre os participantes, favorecendo reflexões sobre os desafios encontrados no cotidiano escolar em relação à inclusão. As discussões realizadas ao longo das atividades evidenciaram que a acessibilidade não depende apenas de recursos tecnológicos ou de grandes investimentos, mas também de atitudes, planejamento e sensibilidade por parte dos educadores. A vivência reforçou a necessidade de ampliar o conhecimento sobre a Libras e de promover práticas pedagógicas que contemplem as diferentes necessidades dos estudantes, contribuindo para uma educação mais democrática, participativa e acolhedora. Dessa forma, a experiência desenvolvida no IntraPIBID 2025 demonstrou que ações simples, quando planejadas com intencionalidade pedagógica, são capazes de transformar os espaços educativos em ambientes mais inclusivos, fortalecendo a convivência, o respeito mútuo e a valorização das diferenças. Por fim, a oficina evidenciou que a construção de uma educação inclusiva depende do compromisso coletivo de reconhecer e respeitar as singularidades de cada indivíduo, incentivando práticas que promovam igualdade de oportunidades, participação ativa e aprendizagem significativa para todos.Downloads
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Publicado
2026-10-05
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Corporeidade e Inclusão. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 6, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/123902. Acesso em: 30 out. 2026.