Teatro Longeviver: valorização do envelhecimento na primeira infância
Palavras-chave:
Envelhecimento, Extensão, universitária, Teatro, fantochesResumo
O envelhecimento populacional constitui um dos principais desafios contemporâneos, exigindo o fortalecimento de ações de educação, sensibilização e promoção dos direitos da pessoa idosa. Nesse contexto, torna-se fundamental desenvolver estratégias que contribuam para a construção de uma cultura de respeito, valorização e combate ao preconceito relacionado à velhice, especialmente entre crianças, favorecendo a formação de relações intergeracionais mais solidárias. Diante dessa temática, um dos objetivos específicos do Programa de Extensão Logeviver se constitui em realizar realização de oficinas em escolas municipais e/ou estaduais voltadas ao processo de envelhecimento, ao respeito e à valorização da pessoa idosa, de forma a eliminar o preconceito e a produzir conhecimento sobre a matéria conforme preconiza o Estatuto da Pessoa Idosa. Este trabalho apresenta a experiência desenvolvida no Programa de Extensão LongeViver, do curso de Serviço Social da Universidade Federal do Pampa, durante o ano de 2025. Como estratégia metodológica, optou-se pela utilização do teatro de fantoches por seu caráter lúdico, educativo e interativo, possibilitando maior aproximação com o público infantil. Inicialmente, foram definidos os personagens, cujos nomes foram escolhidos por meio de votação em redes sociais do programa, buscando ampliar a participação da comunidade acadêmica e externa. Os fantoches foram confeccionados por ateliê externo, sendo eles; dois casais de avós e cinco netos/as, nomeados como: Sebastião e Nice, Nena e Joaquim; Bento, Maria, Léo, Dudu e Aninha Posteriormente, elaborou-se o roteiro da peça teatral, contemplando situações do cotidiano relacionadas ao envelhecimento, aos conflitos geracionais, ao respeito às diferenças e à valorização da experiência e da convivência entre gerações com base nos direitos indicados no Estatuto da Pessoa Idosa. Em seguida, foram confeccionados os materiais cênicos necessários para o cenário. Foram realizados ensaios pela equipe extensionista, visando qualificar a apresentação e favorecer a interação com as crianças durante as oficinas. Até o momento, foram realizadas cinco oficinas em duas escolas da rede municipal de ensino, alcançando aproximadamente cinquenta crianças. Após cada apresentação, desenvolveram-se momentos de diálogo e reflexão, nos quais os/as participantes puderam expressar suas percepções sobre o envelhecimento, compartilhar experiências familiares e discutir atitudes de respeito, cuidado e valorização das pessoas idosas. Ao final foi deixado para cada criança um desenho com pessoas idosas para colorir e refletir sobre o que se tinha debatido. Observou-se significativa participação das crianças, demonstrando interesse pelo tema, envolvimento com a narrativa e compreensão da importância do convívio intergeracional. A linguagem acessível, aliada aos recursos lúdicos do teatro de fantoches, favoreceu a aprendizagem e estimulou reflexões acerca dos estereótipos associados à velhice, contribuindo para a desconstrução de preconceitos desde a infância. A experiência evidenciou que ações extensionistas voltadas à educação para o envelhecimento constituem importantes instrumentos de promoção da cidadania, dos direitos humanos e da proteção social da pessoa idosa, fortalecendo o diálogo entre universidade e comunidade. Conclui-se que o teatro de fantoches mostrou-se uma estratégia eficaz para abordar o processo de envelhecimento no ambiente escolar, possibilitando a construção coletiva de conhecimentos e valores pautados no respeito, na inclusão e na valorização da longevidade, reafirmando o papel da extensão universitária na transformação social e na formação cidadã.Downloads
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Publicado
2026-10-05
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Teatro Longeviver: valorização do envelhecimento na primeira infância. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 5, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/123811. Acesso em: 2 nov. 2026.