Trilha Interpretativa Campus Verde: a Natureza Como Território de Saberes na Educação Básica
Palavras-chave:
Educação, ambiental, extensão, universitária, análise, comportamentalResumo
Frequentemente, os ambientes pedagógicos enfrentam desafios referentes ao envolvimento dos alunos em atividades escolares, seja pela dificuldade de estimulação pelos conteúdos relacionados, seja por questões que envolvem timidez, exclusão, insegurança ou até mesmo pela falta de interações entre os próprios alunos. Diante disso, as trilhas interpretativas são ferramentas fundamentais em espaços não formais, proporcionando ambientes alternativos de aprendizagem. As trilhas possibilitam o compartilhamento de conhecimentos em diferentes ambientes que possibilita a educação ambiental, a estimulação de interesses e a construção coletiva. Portanto, o presente trabalho tem como objetivo compartilhar as experiências por meio das visitas guiadas com os estudantes da educação básica, com intuito de compreender de que forma a trilha se constitui como um território de saberes por meio do contato com a natureza. O projeto Trilha interpretativa: Caminhos diversos, vem sendo realizado na Trilha Interpretativa Campus Verde, localizada na Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Campus São Gabriel, desde 2018 voltada a educação ambiental e sustentabilidade. As atividades ocorreram durante as visitas guiadas com as turmas da educação básica, onde foram conduzidos pela equipe executora para contemplar os diferentes pontos interpretativos, durante o percurso puderam conhecer sobre a compostagem, botânica sensorial, agrofloresta, cactário, meliponário, hidrologia e paleontologia. Durante o trajeto foi priorizada a linguagem acessível e atividades táteis, adaptando conforme a faixa etária, onde pode-se estimular a observação, experimentação, participação ativa e diálogo dos participantes. Nas últimas visitas, entre maio e junho de 2026, contabilizaram cerca de 159 visitantes, pelos quais a equipe, por meio da análise comportamental, pôde observar o comportamento dos estudantes ao longo do percurso. Considerou-se os relatos espontâneos, as falas genuínas, as interações e as interpretações dos desenhos feitos ao final das atividades, como forma de buscar a identificação de sentimentos e percepções que marcaram essa vivência. Durante o percurso, foram relatadas manifestações de curiosidade, entusiasmo por aprender sobre os conteúdos apresentados, interação e encantamento com o ambiente natural, além das diversidades que a trilha possa conter. Alguns estudantes relataram que, durante a visita conseguiram sentir-se acolhidos e mais livres para se expressarem, sem que sofressem julgamentos, diferentes de outros momentos vividos nos seus cotidianos. Outros relataram terem superado o medo da macrofauna e do contato com a natureza em si, passando agora a ter mais curiosidade do que rejeição. Os desenhos produzidos descreviam principalmente os elementos que mais despertaram seus interesses, como as abelhas sem ferrão, os peixes no sistema de captação de água, as árvores, as flores, a biota do solo encontrada na compostagem e até mesmo a própria equipe executora da visita. Isso mostra o vínculo criado durante a visita, passando a fazer parte da experiência de aprendizagem. Portanto, com base nos resultados obtidos, a trilha Campus Verde ultrapassa sua função, mostrando que pode-se constituir território de saberes em áreas verdes, onde a ciência, a natureza e a relação humana se encontram. As experiências vivenciadas revelaram que a extensão beneficia não apenas a socialização científica, mas a construção de ambientes acolhedores, inclusivos e de diálogo, fortalecendo a relação entre comunidade e universidade.Downloads
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Publicado
2026-10-02
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Trilha Interpretativa Campus Verde: a Natureza Como Território de Saberes na Educação Básica. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/123748. Acesso em: 21 out. 2026.