Efeito de Um Protocolo Eletrotermofototerapêutico na Paralisia Facial Periférica: Um Relato de Experiência Extensionista
Palavras-chave:
Eletroestimulação, neuromuscular, Fotobiomodulação, Paralisia, BellResumo
A paralisia facial periférica (PFP) é uma disfunção neurológica caracterizada pelo comprometimento dos movimentos da musculatura facial decorrente da lesão do VII par craniano. A condição pode ocasionar alterações na simetria facial, dificuldade para realizar movimentos voluntários, comprometimento da oclusão palpebral e repercussões funcionais relacionadas à comunicação, expressão facial e qualidade de vida. Entre suas diferentes etiologias, destaca-se a paralisia de Bell, considerada a forma idiopática mais frequente. Nesse contexto, a fisioterapia pode contribuir para a recuperação da função da musculatura facial por meio de recursos terapêuticos voltados à facilitação e reeducação dos movimentos. A eletroestimulação neuromuscular (EENM) pode ser utilizada como recurso de estimulação motora, enquanto a fotobiomodulação pode atuar como recurso complementar no processo de recuperação tecidual. O objetivo deste relato de experiência foi descrever a evolução clínica de uma paciente com paralisia facial periférica submetida à intervenção fisioterapêutica associando eletroestimulação neuromuscular, fotobiomodulação e taping facial. Trata-se de um relato de experiência de atendimento fisioterapêutico realizado no Grupo de Estudos e Pesquisa em Eletrotermofototerapia (GEPeletro), na Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), campus Uruguaiana o qual faz parte do projeto de extensão intitulado o uso dos recursos físicos no tratamento das disfunções dos sistemas musculoesquelético e tegumentar, o qual tem como objetivos: promover o atendimento fisioterapêutico à população de Uruguaiana; Ampliar a experiência clínica dos alunos envolvidos e; promover a popularização da fisioterapia e da universidade em Uruguaiana. Participou deste relato uma paciente do sexo feminino, 69 anos, com diagnóstico médico prévio de herpes seguido de paralisia facial periférica à esquerda. Na avaliação fisioterapêutica inicial, foram identificadas dificuldade de oclusão palpebral do olho esquerdo, fraqueza da musculatura facial, rigidez muscular e sinal de Bell positivo, além de dor e hipersensibilidade à palpação na região da sobrancelha esquerda. A sensibilidade encontrava-se preservada. O acompanhamento ocorreu entre junho e julho de 2026, sendo realizadas intervenções com eletroestimulação neuromuscular utilizando o aparelho Neurodyn Ruby Line da Ibramed (6070 Hz, 500 μs, por 25 minutos e com intensidade ajustada conforme a tolerância da paciente), fixado nos pontos motores dos músculos da região zigomática, orbicular dos olhos, bucinador e risório da hemiface esquerda, associada à execução de movimentos faciais durante a estimulação, com progressão dos parâmetros ao longo dos atendimentos. A eletroestimulação foi associada à fotobiomodulação com laser infravermelho, utilizando 10 J, 1min e 40seg por ponto. Realizou-se também, em dois atendimentos, a aplicação de taping facial em regiões frontal, zigomática e perioral, com objetivo de auxiliar na estimulação e organização da musculatura facial. Durante o acompanhamento, observou-se melhora progressiva da simetria facial, evidenciada principalmente pela elevação da comissura labial no lado acometido. A paciente também relatou melhora gradual de aspectos relacionados à função facial, incluindo deglutição, fechamento da pálpebra e fala ao longo das sessões. Além disso, foi observada redução do edema facial durante o período de acompanhamento. Na etapa final, foi introduzido o taping facial, aplicado em três regiões da hemiface esquerda, com boa adaptação relatada pela paciente. A evolução observada manteve-se até o último atendimento, realizado em julho de 2026, quando se verificou melhora da simetria facial em comparação ao início do acompanhamento. A experiência permitiu acompanhar, de forma prática, as mudanças funcionais e estéticas apresentadas pela paciente durante o processo de recuperação da paralisia facial periférica. Além disso, contribuiu para a formação acadêmica ao possibilitar a vivência do acompanhamento fisioterapêutico, da observação clínica e da aplicação dos recursos terapêuticos na recuperação da função facial.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Downloads
Publicado
2026-10-02
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Efeito de Um Protocolo Eletrotermofototerapêutico na Paralisia Facial Periférica: Um Relato de Experiência Extensionista. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/123694. Acesso em: 24 out. 2026.