Atendimento Fisioterapêutico Associado a Recursos Físicos no Manejo da Dor Musculoesquelética: Relato Extensionista
Palavras-chave:
Eletroterapia, Dor, musculoesquelética, FisioterapiaResumo
O atendimento fisioterapêutico pode utilizar diferentes recursos e estratégias terapêuticas de forma associada, de acordo com os achados da avaliação e a evolução clínica do paciente. Nesse contexto, os recursos eletrotermofototerapêuticos podem contribuir para o manejo da dor e para a recuperação funcional quando integrados a outras intervenções fisioterapêuticas. O presente relato tem como objetivo descrever a abordagem fisioterapêutica associada à recursos físicos no manejo da dor musculoesquelética em membro inferior direito, ação esta, prevista junto ao projeto de extensão intitulado o uso dos recursos físicos no tratamento das disfunções dos sistemas musculoesquelético e tegumentar, o qual tem como objetivos: promover o atendimento fisioterapêutico à população de Uruguaiana; Ampliar a experiência clínica dos alunos envolvidos e; promover a popularização da fisioterapia e da universidade em Uruguaiana. Trata-se de um relato de caso desenvolvido, no laboratório do Grupo de Estudos e Pesquisa em Eletrotermofototerapia (GEPEletro), da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). A paciente, do sexo feminino, 26 anos, foi avaliada em 04/05/2026, apresentando como queixa principal dor em membro inferior direito, com maior intensidade na região posterior do joelho, principalmente durante movimentos de flexão e após períodos prolongados em repouso. Os sintomas tiveram início após acidente ocorrido em novembro de 2024, que ocasionou lesão no pé direito, tendo realizado fisioterapia por aproximadamente um mês e meio. Na avaliação inicial, observou-se marcha preservada, porém com relato de desconforto no membro inferior direito, além de dor à palpação na região posterior do joelho. A avaliação da amplitude de movimento evidenciou redução principalmente no membro inferior direito, associada à rigidez muscular e diminuição da flexibilidade dos isquiotibiais. O diagnóstico fisioterapêutico inicial foi caracterizado por encurtamento e contratura da musculatura posterior da coxa, associado à presença de pontos gatilho miofasciais, diminuição da amplitude de movimento e dor. Durante o acompanhamento, foram realizados testes complementares para investigar a origem dos sintomas e direcionar a conduta. Os atendimentos foram realizados entre 04/05 e 15/06/2026, com atendimentos semanais. As condutas fisioterapêuticas incluíram: Aplicação de eletroanalgesia com corrente TENS e corrente Aussie, laserterapia, liberação miofascial, alongamentos, exercícios de mobilidade e fortalecimento muscular. Ao longo do tratamento, a paciente apresentou redução progressiva da intensidade da dor e melhora da tolerância às atividades físicas. Na reavaliação final, realizada em 15/06/2026, observou-se melhora da amplitude de movimento, com aumento da flexão de quadril direito de 120° para 135°, da flexão de joelho direito de 120° para 135° e da dorsiflexão de tornozelo direito de 15° para 20°, além de redução do encurtamento e da contratura muscular e diminuição dos pontos gatilho. A intensidade da dor também apresentou redução ao longo do acompanhamento, chegando a 2/10 ao final do último atendimento. Dessa forma, a abordagem fisioterapêutica associada a recursos físicos, terapia manual, alongamentos e exercícios terapêuticos esteve relacionada à melhora da dor, da amplitude de movimento e das condições musculares da paciente. O acompanhamento demonstrou a importância da reavaliação contínua e da utilização de estratégias fisioterapêuticas para adequar a conduta fisioterapêutica às necessidades apresentadas durante a evolução clínica. Ainda, importante ressaltar que a evolução clínica observada esteve associada à melhora da qualidade de vida da paciente, evidenciada pela redução da dor, pelo ganho de amplitude de movimento e pela maior funcionalidade durante a realização das atividades diárias. Além dos benefícios assistenciais, a participação nesse acompanhamento contribuiu significativamente para a formação acadêmica, proporcionando o desenvolvimento do raciocínio clínico, da capacidade de reavaliação e da aplicação prática de recursos eletrotermofototerapêuticos integrados a outras intervenções fisioterapêuticas.Downloads
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Publicado
2026-10-02
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Atendimento Fisioterapêutico Associado a Recursos Físicos no Manejo da Dor Musculoesquelética: Relato Extensionista. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/123683. Acesso em: 22 out. 2026.