Experiências de Ingressantes em Computação no Pet-saúde no Desenvolvimento de Soluções Tecnológicas para o Sus
Palavras-chave:
Computação, Atenção, Primária, Saúde, DigitalResumo
A inserção de tecnologias digitais no Sistema Único de Saúde (SUS) é um desafio para qualificar a gestão, ampliar o acesso à informação e apoiar decisões técnicas, permitindo a constante melhora na qualidade do atendimento à população. Nesse contexto, o PET-Saúde integra universidade, serviço e comunidade, permitindo que estudantes de Computação compreendam demandas da rede pública e apliquem conhecimentos técnicos no desenvolvimento de soluções para o SUS. O presente trabalho busca relatar a experiência de estudantes ingressantes em Computação no desenvolvimento de soluções computacionais aplicadas à rede municipal de saúde de Bagé. Trata-se de um relato de experiência elaborado a partir da participação de estudantes do Curso de Engenharia da Computação em atividades formativas e práticas do PET-Saúde Digital. O processo incluiu capacitações sobre saúde digital, organização do SUS e funcionamento do e-SUS, além de estudos sobre desenvolvimento Web e bancos de dados. Na etapa prática, os estudantes participaram da construção, em andamento, de um sistema gerencial para a Secretaria Municipal de Saúde, utilizando Node.js e PostgreSQL para apoiar o processamento e a análise de dados do e-SUS. As atividades foram conduzidas pelo grupo tutorial Tecnologia I, composto por dois tutores docentes, oito monitores bolsistas e um voluntário, duas preceptoras e uma orientadora de serviço. A experiência evidenciou diferenças entre desenvolver softwares em ambiente acadêmico e criar ferramentas para a saúde pública, uma vez que uma aplicação para esse setor exige um rigoroso zelo com os dados dos usuários e a conformidade irrestrita com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). O conhecimento prévio de lógica de programação precisou ser ampliado para contemplar usabilidade, organização de dados, segurança de informação e adequação às rotinas dos serviços. A construção do sistema exigiu compreender a gestão municipal, os fluxos da atenção primária à saúde e o uso de indicadores no monitoramento e planejamento. As atividades favoreceram o amadurecimento acadêmico e profissional, ao demonstrar que desenvolver tecnologias exige ir além do código, compreendendo as limitações e as necessidades dos gestores, profissionais de saúde e dos usuários de saúde. A participação no PET-Saúde constituiu uma etapa relevante na formação acadêmica, integrando a Computação à realidade da saúde pública. A capacitação inicial em saúde digital, por meio de cursos gratuitos disponibilizados de forma on-line, foi essencial para fornecer a base necessária sobre o funcionamento do SUS, garantindo que o desenvolvimento técnico tivesse um direcionamento claro. Assim, os monitores tiveram contato com uma área à parte de sua graduação, evidenciando a necessidade de aprendizado aplicado à área da saúde no contexto do projeto. A vivência prática na criação de sites como formação inicial dos estudantes nas novas tecnologias, e no desenvolvimento do sistema para a Secretaria de Saúde evidenciou que a efetividade de um software depende de compreender as rotinas do serviço antes da própria elaboração do código. Os monitores do grupo se mostraram competentes ao aprender as tecnologias necessárias para o desenvolvimento das primeiras demandas atendidas, provando a necessidade do período de formação inicial. Conclui-se que o programa cumpriu o papel de educação permanente, mostrando que a tecnologia só cumpre seu papel na gestão municipal quando o desenvolvedor entende o contexto do serviço público.Downloads
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Publicado
2026-10-02
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Experiências de Ingressantes em Computação no Pet-saúde no Desenvolvimento de Soluções Tecnológicas para o Sus. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/123623. Acesso em: 29 out. 2026.