O Papel da Revista Eletrônica Científica da Uergs na Disseminação do Conhecimento Agroecológico

Autores

  • Laura Costa
  • Maria Paula Koch
  • Simone Semensatto
  • Irene Teresinha dos Santos Garcia
  • Biane de Castro

Palavras-chave:

divulgação, científica, sustentabilidade, comunidade

Resumo

A Revista Eletrônica Científica da UERGS (RevUergs), enquanto periódico de acesso aberto, com política de revisão duplo-cego e sem taxas de publicação, publica manuscritos em diferentes áreas do conhecimento. Atualmente com a chamada ativa Mudanças Climáticas e Transição Energética, vem se destacando como um importante espaço para a disseminação de conhecimentos relacionados à Agroecologia, sustentabilidade e questões socioambientais. De acordo com Ferraz (2021), a Agroecologia atua como base científica para a transição rumo a modelos agrícolas sustentáveis, unindo conceitos ecológicos à gestão de agroecossistemas, de modo a promover o uso equilibrado de recursos e o envolvimento comunitário para enfrentar desafios contemporâneos. A divulgação científica é o conjunto de atividades realizadas com a finalidade de aproximar o público amplo da produção científica (Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, 2022). A RevUergs representa um importante instrumento de divulgação científica, promovendo o acesso aberto ao conhecimento. O objetivo do presente trabalho foi destacar o papel da RevUergs na continuidade da disseminação do conhecimento agroecológico. O estudo foi realizado de forma descritiva e analítica, baseando-se em um levantamento de artigos publicados na área, conforme informações disponíveis no site e planilhas de controle de artigos publicados da Revista. Ao longo de sua existência, desde dezembro de 2015 até agosto de 2026, a Revista Eletrônica Científica da UERGS publicou o equivalente a 38,39% dos seus artigos voltados a diversas subáreas da Agroecologia. Esse resultado reforça a continuidade de publicações na área, ficando próximo a totalidade de 39,61% de artigos publicados nessa mesma área até dezembro de 2023 (Castro et al., 2023). A Agroecologia rejeita qualquer forma de exclusão, racismo, machismo ou preconceito, consolidando-se como uma ciência inclusiva que valoriza a vida e a pluralidade em diferentes territórios. Segundo Faria (2020), o movimento agroecológico brasileiro não nasceu instituído. Ele foi se constituindo ao longo do tempo e assim permanece, em movimento e em permanente processo de construção. No entanto, é possível afirmar que sua constituição decorre do enfrentamento de uma problemática central: as questões relativas aos sistemas produtivos no campo brasileiro, ou seja, às questões de natureza agrícola. Nesse sentido, a ciência, antes de tudo, é uma ferramenta que busca garantir o aumento da qualidade de vida da população, enfrentando os desafios que acompanham as desigualdades sociais. Ao aproximar os conhecimentos produzidos em meios acadêmicos, dentro dos diversos territórios e aqueles que nascem das práticas cotidianas, torna-se possível mapear problemas e propor soluções eficazes, valorizando e garantindo a inclusão da diversidade de vozes que constroem e transformam a Agroecologia. A RevUergs contribui para a diminuição do distanciamento estrutural entre a produção das universidades e a comunidade, aproximando o conhecimento acadêmico daquele disseminado na prática. No contexto da Agroecologia, isso é vital, pois os saberes populares contribuem diretamente para a proposição de soluções eficazes. Foi publicada na RevUergs a experiência do Vale do Taquari sobre a introdução do tema Agroecologia aos alunos de escolas municipais, por meio de palestras e atividades práticas, possibilitando que alunos aprendessem sobre princípios agroecológicos de produção e alimentação saudável. Práticas como a criação de hortas escolares agroecológicas e o estudo da diversidade de sementes crioulas aproximam o cotidiano escolar da sustentabilidade e permitem que os alunos desenvolvam o cuidado com a natureza. Além disso, tornam-se disseminadores em suas casas dos ensinamentos aprendidos em sala de aula, incentivando os pais a criarem e organizarem hortas caseiras para o consumo de alimentos orgânicos (Simonetti et al., 2017). A disseminação de informações sobre meio ambiente em jornais de circulação regional atua como uma ferramenta de alfabetização ecológica, envolvendo a sociedade em discussões sobre reciclagem, mudanças climáticas e condições de produção de alimentos (Bonn et al., 2020), trabalho que também foi divulgado na RevUERGS. Sobre a Alfabetização Ecológica, Chesini (2026) afirma que a alfabetização ecológica é entendida como a capacidade de compreender os princípios da sustentabilidade e orientam práticas de formação para a sustentação da vida em seus múltiplos aspectos. Em tempos de movimentos negacionistas sobre a ciência como um todo, periódicos como a RevUergs são instrumentos fundamentais para a disseminação de informações confiáveis aproximam a ciência e a sociedade, garantindo que o conhecimento atualizado seja acessível à sociedade.

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Publicado

2026-10-02

Como Citar

O Papel da Revista Eletrônica Científica da Uergs na Disseminação do Conhecimento Agroecológico. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/123618. Acesso em: 30 out. 2026.