Hora de Falar de Bullying: Saúde Mental e Prevenção

Autores

  • Rebecca Lima
  • Sofia Selau
  • Valmor Rhoden
  • Elisangela Floriano
  • Juliana Lima Moreira Rhoden

Palavras-chave:

Interação, dialógica, Direitos, humanos, individuais, coletivos

Resumo

O bullying constitui uma forma de violência que pode produzir repercussões emocionais, sociais e educacionais, afetando a saúde mental, as relações interpessoais e a convivência nos espaços educativos. Diante dessa problemática, a Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Campus São Borja, desenvolve o projeto de extensão Saúde Mental em Instituições de Ensino: Hora de Falar de Bullying, vinculado ao Projeto Saúde Mental, com o objetivo de promover a saúde mental e contribuir para a prevenção do bullying e do cyberbullying, estimulando o diálogo, a empatia, o respeito às diferenças e a construção de relações mais saudáveis. No segundo semestre de 2024, as ações do projeto alcançaram mais de 500 crianças e adolescentes e 26 educadores, fortalecendo a proposta e impulsionando sua continuidade e ampliação nos anos seguintes. Em 2025, as ações foram desenvolvidas em oito escolas de São Borja e, em 2026, o projeto ampliou sua atuação nas redes municipal e estadual de educação básica e passou a contemplar também o ensino superior, alcançando 5 instituições e aproximadamente 400 alunos, desde o Pré-I até o nono ano do ensino fundamental. A iniciativa conta com o apoio do Ministério Público de São Borja e desenvolve-se em articulação com as instituições de ensino participantes, fortalecendo a aproximação entre universidade e comunidade em torno da prevenção da violência e da promoção da saúde mental. Em 2026, a coordenação do projeto, em articulação com a Direção do Campus, esteve responsável pelo planejamento das ações, pela interlocução com as instituições parceiras e pelo acompanhamento da equipe. As atividades junto aos estudantes foram conduzidas por psicóloga colaboradora voluntária, enquanto a bolsista da área de Comunicação atuou no apoio à organização e à comunicação das ações. A metodologia caracteriza-se por uma abordagem participativa e dialógica, planejada de acordo com as faixas etárias, as características das turmas e as demandas das instituições. As ações envolvem exposições dialogadas, rodas de conversa, recursos audiovisuais e dinâmicas educativas que abordam, de forma acessível, as manifestações e consequências do bullying e estimulam reflexões sobre respeito às diferenças, empatia, solidariedade e gentileza. Como recurso educativo complementar, é utilizado e distribuído nas instituições um folder elaborado especificamente pelo projeto, com informações e orientações sobre os diferentes tipos de bullying, suas consequências e formas de prevenção e enfrentamento. As intervenções priorizam a participação dos estudantes e a construção coletiva das reflexões, favorecendo espaços de escuta e problematização das relações cotidianas. A comunicação integra a estratégia extensionista por meio da produção de conteúdos, registros e gerenciamento das redes sociais do projeto pela bolsista, ampliando a circulação de informações sobre prevenção ao bullying, a visibilidade das ações e a aproximação com escolas e comunidade. Os resultados de 2026 evidenciam a ampliação do alcance da proposta: até maio, foram realizadas ações em nove instituições de ensino, envolvendo mais de 550 estudantes das redes municipal e estadual e do ensino superior; em junho e julho, outras oito atividades foram desenvolvidas em cinco escolas, alcançando mais 358 estudantes. Assim, até julho de 2026, o projeto havia alcançado mais de 900 estudantes. As ações possibilitaram abordar manifestações do bullying, suas consequências e possibilidades de prevenção e enfrentamento, favorecendo reflexões sobre respeito às diferenças, empatia, solidariedade e responsabilidade nas relações. A experiência também contribui para a formação acadêmica da bolsista ao articular conhecimentos da Comunicação às demandas da extensão e proporcionar sua participação no planejamento, na organização das ações, na produção de conteúdos e na interação com diferentes públicos. Os resultados alcançados demonstram a relevância da continuidade de ações extensionistas educativas e preventivas construídas em diálogo com as demandas das instituições e do território. Ao aproximar universidade, instituições de ensino e comunidade e articular saberes da Psicologia, da Comunicação e da Educação, o Hora de Falar de Bullying reafirma o papel da extensão universitária na promoção da saúde mental, na prevenção das violências e na defesa dos direitos individuais e coletivos, contribuindo para relações mais respeitosas, inclusivas e comprometidas com os direitos humanos nos espaços educativos.

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Publicado

2026-10-02

Como Citar

Hora de Falar de Bullying: Saúde Mental e Prevenção. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/123606. Acesso em: 31 out. 2026.