Programa de Iniciação Científica Jr. em Bagé: Uma Experiência de Formação para Olimpíadas de Matemática
Palavras-chave:
Resolução, problemas, Olimpíadas, Matemática, Iniciação, Científica, JúniorResumo
O Programa de Iniciação Cientifica Jr., mais conhecido como PIC Jr., é desenvolvido em Bagé por meio de um projeto extensão da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) e tem como principal objetivo preparar estudantes da Educação Básica para a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), contribuindo para o progresso de potenciais medalhistas. Além desse propósito, o programa busca promover o desenvolvimento do raciocínio lógico, do pensamento crítico e da capacidade de resolução de problemas, fortalecendo a aprendizagem matemática e ampliando a formação acadêmica dos participantes. Em Bagé o PIC iniciou em abril de 2025 com a participação de 41 alunos e em 2026 houve uma expansão do programa, contando com a participação de aproximadamente 60 alunos de escolas públicas e privadas de Bagé. Em razão da relevância do projeto para a formação matemática dos estudantes da região, este resumo caracteriza-se como um relato de experiência, de caráter descritivo e tem como objetivo apresentar a experiência desenvolvida no projeto desde sua implantação, em 2025, destacando sua proposta metodológica, os desafios enfrentados durante a implementação e as principais contribuições observadas ao longo desse período. A preparação matemática é distribuída em três grupos, denominados: G1 para alunos do 6º e 7º ano do Ensino Fundamental, G2 para alunos do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental e G3 para alunos do Ensino Médio. Todos os grupos contam com um docente orientador e pelo menos um tutor que é discente do Curso de Matemática e integrante do projeto de extensão. A organização das turmas é alinhada de acordo com os níveis das provas da OBMEP e o trabalho por grupos permite focar no nível adequado para cada estudante, incluindo debates específicos para que adquiram estratégias diversificadas e uma melhor compreensão dos problemas propostos. Durante o ano de preparação cada grupo possui oito ciclos de aprendizagem, cada um com seu conteúdo específico. Os ciclos possuem encontros presenciais, que acontecem quinzenalmente no campus Bagé da UNIPAMPA, atividades virtuais, avaliações online e presenciais, a fim de permitir a análise do desenvolvimento e a evolução de cada discente. A metodologia utilizada nas aulas do projeto tem como base, principalmente, a resolução de problemas dos ciclos de aprendizagem, considerando as etapas descritas por George Pólya, ou seja, entender o problema, elaborar um plano, executar o plano e revisar a solução. Os alunos são organizados em grupos, formados pelos próprios participantes, a fim de promover debates sobre as possíveis resoluções dos problemas e favorecer a troca de ideias entre os integrantes. Após a realização das atividades, os alunos são incentivados a apresentar aos tutores e aos colegas as estratégias utilizadas para solucionar as questões, bem como os pontos em que encontraram maior dificuldade. Com base nessas discussões, os tutores e o docente orientador oferecem o suporte necessário para ampliar a compreensão dos temas e esclarecer eventuais dúvidas. Além dos encontros regulares, os participantes também têm acesso a palestras relacionadas aos conteúdos abordados no projeto, que apresentam diferentes perspectivas e abordagens sobre os temas trabalhados. Com relação aos impactos observados ao longo do projeto verificou-se que, em 2025, a cidade de Bagé contou com 14 alunos premiados na OBMEP, dentre esses alunos, 6 eram participantes do PIC em 2025 e 9 estão participando do PIC 2026. Esses dados evidenciam a importância do programa para a educação e o estímulo à jornada dos futuros medalhistas, sendo uma forma de orientação que auxilia os alunos na preparação para a participação nas olimpíadas de matemática. Além disso, a análise da permanência dos participantes possibilita compreender a dinâmica de participação no programa e aprimorar continuamente as estratégias de acompanhamento e incentivo aos estudantes. Em 2025, a taxa de evasão foi de 60,98%, enquanto, em 2026, até o momento, corresponde a 47,5%, indicando uma redução nesse percentual e sinalizando avanços nas ações desenvolvidas para favorecer a permanência e o envolvimento dos estudantes com o programa. Na tentativa de evitar esse fenômeno, o projeto proporciona aulas mais interativas, incluindo dinâmicas que façam os alunos exercerem autonomia e interação entre os grupos. Ademais, é inserido dentro dos encontros, atividades extras, como jogos, gincanas, participações em eventos e oficinas. Nesse contexto, observa-se que o investimento em estratégias pedagógicas diversificadas tem favorecido tanto a permanência dos estudantes quanto a consolidação do PIC como uma importante iniciativa de incentivo ao talento matemático e à participação na OBMEP.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Downloads
Publicado
2026-10-02
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Programa de Iniciação Científica Jr. em Bagé: Uma Experiência de Formação para Olimpíadas de Matemática. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/123533. Acesso em: 2 nov. 2026.