Treinamento em Cuidados com Traqueostomia: Avaliação do Conhecimento Prévio da Equipe de Enfermagem

Autores

  • Rayssa Barcelos Soares
  • Emily Cardoso de Vargas
  • Ana Luizi Bene Cruz
  • Maria Rita Silva Ozanan de Souza
  • Jenifer Harter

Palavras-chave:

Educação, enfermagem, competência, clínica, qualificação

Resumo

A atividade ocorreu por meio da participação das acadêmicas de Enfermagem do 2º semestre, membros do grupo de Ensino, Pesquisa e Extensão, TUAREG (Tuberculose, Avaliação Respiratória, Epidemiologia e Gestão), no Hospital Santa Casa de Caridade de Uruguaiana, nos turnos da manhã e tarde do dia 10 de agosto do presente ano. Quanto à metodologia aplicada, trata-se de uma simulação realizada em um manequim de treinamento clínico com traqueostomia, adaptado com fluido não newtoniano (slime) visando simular secreções traqueais e suas propriedades. Utilizaram materiais típicos de aspiração, disponibilizados pela unidade hospitalar, sendo estes luvas de procedimento, luva estéril, sondas de aspiração de diferentes calibres e o aspirador portátil. A atividade foi realizada em sala de estudos na instituição hospitalar previamente organizada. Em duplas e trios, os profissionais das unidades assistenciais foram convidados para executar a técnica de aspiração no manequim, observados pelas discentes que preenchiam um checklist com o procedimento padrão. Após a ação, a Professora responsável realizava correções pertinentes para aperfeiçoamento técnico. O tempo médio de participação por grupo foi de 20 minutos. Realizaram o treinamento um total de vinte e uma pessoas. Com os materiais fornecidos, os participantes deveriam realizar uma aspiração baseando-se apenas em seus conhecimentos prévios sobre as indicações para realização da aspiração, pré-oxigenação, utilização errônea de soro fisiológico (SF 0,9%), contaminação de insumos, manejo correto do procedimento e outros cuidados necessários com o paciente traqueostomizado. Durante sua realização, os erros e acertos foram pontuados, permitindo uma posterior correção e levantamento de dados, seguida pela correção e instrução das diretrizes atualizadas. A avaliação mostrou que a maioria dos participantes apresentou um bom conhecimento sobre o manejo do procedimento, com aproximadamente 95% de acertos quanto à correta indicação dele. Foram observados também ótimos resultados sobre reconhecer a dispensa da utilização de SF 0,9 % e introdução da sonda com vácuo fechado, ambos com 81% de precisão. A realização dos movimentos circulares para retirar a sonda, a depuração total da secreção e respeitar o tempo de 15 segundos de sucção, apresentou 76,2% de adequação. Porém, foram identificados pontos vulneráveis durante a execução. A pré-oxigenação não foi utilizada em nenhuma das avaliações, o intervalo correto dos ciclos das respirações foi observado em 42,9% dos procedimentos. Também foram observadas dificuldades relacionadas ao cuidado para evitar contaminação da sonda e luvas estéreis. Durante a prática foi observado que algumas etapas transcorriam com maior fluidez, enquanto outras geravam dúvidas e questionamentos. Diante disso, ficou evidente a importância de realizar treinamentos práticos com a equipe, pois eles permitem mitigar erros durante a execução in loco. Ademais, é válido evidenciar a importância da simulação para a comunidade acadêmica, com destaque para os discentes do início da formação. Os profissionais que trabalham no hospital e realizaram o treinamento em traqueostomia, foram avaliadas com estratégia pedagógica similar às avaliações realizadas em componentes do curso de Enfermagem, com isso, as alunas puderam visualizar a experiências avaliativa e de gestão sob a ótica do avaliador. Outrossim, a experiência das graduandas, contribuiu para a divulgação com demais alunos sobre sua experiência, colaborando para conscientização e informações acerca da intervenção e do processo de ensino e aprendizagem. Conclui-se que mesmo apresentando bom desempenho geral, os resultados mostraram de forma clara que existem pontos que foram reforçados, principalmente a pré-oxigenação, intervalo das respirações e cuidado para evitar contaminações. Dessa forma, a simulação permitiu aos profissionais esclarecerem as incertezas, melhorar a técnica e reforçar a importância de seguir todos os passos do procedimento, principalmente aqueles ligados a biossegurança do profissional e do paciente a fim de evitar posteriores complicações. Tais critérios corrigidos implicam na melhor assistência aos pacientes e previnem processos de contaminação, reduzindo inclusive tempo de internação e custos com medicamentos. Por fim, a atividade serviu como propulsão motivacional e aproximação da realidade assistencial hospitalar do enfermeiro.

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Publicado

2026-10-02

Como Citar

Treinamento em Cuidados com Traqueostomia: Avaliação do Conhecimento Prévio da Equipe de Enfermagem. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/123527. Acesso em: 24 out. 2026.