Perfil de Praticantes Amadores de Beach Tennis em Uruguaiana: Resposta Imediata Ao Atendimento Fisioterapêutico
Palavras-chave:
Esportes, Raquete, Dor, disfunções, musculoesqueléticasResumo
O beach tennis (BT) é uma modalidade esportiva que vem ganhando popularidade e ampliando o número de praticantes em contextos recreacionais e amadores. Sua prática envolve deslocamentos constantes, mudanças rápidas de direção, movimentos repetitivos dos membros superiores e diferentes demandas de força e resistência, podendo estar associada ao surgimento de lesões e dores musculoesqueléticas. Nesse contexto, conhecer as características dos praticantes e suas principais demandas pode contribuir para o planejamento de estratégias de prevenção e para uma atuação fisioterapêutica mais direcionada. Assim, o presente estudo teve como objetivo caracterizar o perfil sociodemográfico e esportivo, bem como as principais queixas musculoesqueléticas, de praticantes amadores de beach tennis participantes de um torneio realizado em Uruguaiana, Rio Grande do Sul, além de verificar a resposta imediata à intervenção fisioterapêutica. Trata-se de um estudo descritivo, vinculado a uma ação extensionista supervisionada desenvolvida por graduandos do curso de Fisioterapia e pós graduandos do Programa de Pós-Graduação Multicêntrico em Ciências Fisiológicas (PPGMCF), integrantes do Grupo de Estudos e Pesquisa em Eletrotermofototerapia (GEPEletro) da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Este estudo faz parte projeto de extensão intitulado O uso dos recursos físicos no tratamento das disfunções dos sistemas musculoesquelético e tegumentar, registrado sob o código 5617, que tem como objetivos promover o atendimento fisioterapêutico à população de Uruguaiana, proporcionar aos discentes envolvidos o aprimoramento de sua experiência clínica e contribuir para a popularização da Fisioterapia e para a aproximação entre a universidade e a comunidade local. Participaram da ação 12 atletas amadores, avaliados por meio de formulário eletrônico estruturado, contendo dados sociodemográficos, tempo de prática do BT, frequência semanal de treinamento, histórico de lesões, presença e localização de queixas musculoesqueléticas e intensidade da dor. A intensidade dolorosa foi mensurada pela Escala Visual Analógica (EVA) e a percepção subjetiva de esforço pela escala de Borg. Após o rastreamento das demandas individuais, foram realizados atendimentos fisioterapêuticos personalizados, definidos conforme as queixas relatadas e os achados da avaliação física. Entre os recursos empregados estiveram a eletroanalgesia, através das correntes Aussie e TENS, a fotobiomodulação por laserterapia e técnicas de terapia manual. A intensidade dolorosa foi avaliada pela escala visual analógica (EVA) pré e pós atendimento. Os participantes apresentaram idade média de 36,3 ± 10,3 anos, sendo 66,7% (n=8) do sexo feminino e 33,3% (n=4) do sexo masculino. Quanto ao histórico esportivo, 58,3% (n=7) relataram treinamento prévio, com frequência variando predominantemente entre duas e cinco vezes por semana. A maioria apresentava experiência de dois anos ou mais com a modalidade. Em relação às queixas, 10 participantes (83,3%) relataram dor no momento da avaliação, enquanto um negou dor e um não respondeu ao item. As queixas foram agrupadas por regiões, observando-se maior frequência de manifestações envolvendo coluna cervical, trapézio e cintura escapular (50,0%), seguidas por região lombossacra e sintomas relacionados ao nervo ciático (16,7%), cotovelo associado à epicondilite (16,7%) e membros inferiores, incluindo joelhos e tornozelos (25,0%). As categorias não foram mutuamente exclusivas, podendo haver mais de uma queixa ou região acometida. A intensidade média da dor pela EVA foi de 5,67 ± 2,46 pontos antes dos atendimentos e 1,92 ± 2,07 pontos após as condutas, correspondendo a uma redução média de 3,75 pontos. A percepção subjetiva de esforço apresentou média de 2,30 ± 2,87 pontos na escala de Borg. Entre os recursos fisioterapêuticos empregados, a corrente Aussie foi utilizada em 83,3% (n=10) dos atendimentos, a fotobiomodulação por laserterapia em 50,0% (n=6) e técnicas manuais em 25,0% (n=3), isoladamente ou associadas a outros recursos. Os resultados evidenciam a presença de queixas musculoesqueléticas entre os praticantes, com predominância de manifestações envolvendo membros superiores e região da coluna. Observou-se redução da intensidade dolorosa após os atendimentos fisioterapêuticos, indicando uma resposta sintomática imediata favorável no grupo avaliado. A experiência reforça a importância da inserção da Fisioterapia em eventos esportivos amadores, tanto na identificação das demandas musculoesqueléticas quanto na oferta de estratégias de cuidado, orientação e prevenção voltadas à prática segura do beach tennis. Além disso, esse tipo de ação acaba impactando na formação acadêmica, pois permite a vivência clínica fora do contexto ambulatorial e também ajuda a popularizar o curso de fisioterapia da Unipampa junto à comunidade uruguaianense.Downloads
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Publicado
2026-10-02
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Perfil de Praticantes Amadores de Beach Tennis em Uruguaiana: Resposta Imediata Ao Atendimento Fisioterapêutico. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/123506. Acesso em: 28 out. 2026.