Promoção da Saúde da Criança e do Adolescente por Programa de Rádio: Relato de Experiência

Autores

  • Paulo Henrique Macedo Santos
  • Marcos Paulo Fernandes Lobato
  • Lucas Colpo de Almeida
  • Gabriela Costa Trofino
  • Fernanda Ferreira Fagundes

Palavras-chave:

Pediatria, Educação, Saúde, Comunicação, Rádio

Resumo

A promoção da saúde na infância e na adolescência constitui uma importante estratégia para a prevenção de agravos, o fortalecimento da autonomia e a melhoria da qualidade de vida. Nesse contexto, a educação em saúde desempenha papel fundamental ao possibilitar que informações confiáveis, acessíveis e baseadas em evidências científicas alcancem diferentes segmentos da população. A extensão universitária, por sua vez, contribui para aproximar a universidade da comunidade, possibilitando a construção compartilhada de conhecimentos e o desenvolvimento de ações socialmente relevantes. O presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência de um projeto de extensão voltado à promoção da saúde de crianças e adolescentes por meio de um programa de rádio, desenvolvido pela Liga Acadêmica de Pediatria da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), em parceria com a Rádio São Miguel, no município de Uruguaiana, Rio Grande do Sul. A atividade ocorre mensalmente, por meio da participação de acadêmicos do curso de Medicina no programa UNIPAMPA Debates, sob supervisão e orientação de docentes da universidade. Os temas são selecionados considerando sua relevância para a saúde da população infantojuvenil e incluem crescimento e desenvolvimento, aleitamento materno, alimentação saudável, imunização, prevenção de acidentes, saúde mental, adolescência, prevenção das infecções sexualmente transmissíveis, uso de álcool e outras drogas, entre outros assuntos relacionados à promoção da saúde e à prevenção de doenças. Previamente a cada transmissão, os estudantes realizam levantamento e revisão da literatura científica, buscando informações atualizadas e fundamentadas em evidências, seguidos de momentos de discussão e preparação com os docentes responsáveis. Essa etapa contribui para a qualificação dos conteúdos e para o desenvolvimento da capacidade dos acadêmicos de selecionar, interpretar e comunicar informações científicas de maneira adequada ao público. Durante os programas, os assuntos são apresentados utilizando linguagem clara e acessível, evitando o uso excessivo de termos técnicos e buscando aproximar o conhecimento científico das situações vivenciadas pela comunidade. Além da exposição dos conteúdos, o programa possibilita a participação dos ouvintes, que podem encaminhar perguntas, compartilhar dúvidas e receber esclarecimentos dos estudantes e professores. A experiência evidencia que o rádio permanece como um importante instrumento de comunicação e educação em saúde, especialmente por apresentar potencial para alcançar um público amplo e diversificado, incluindo pessoas que podem apresentar dificuldades de acesso a atividades presenciais de educação em saúde. A utilização desse meio de comunicação também amplia o alcance das ações extensionistas e fortalece a relação entre a universidade e a comunidade local, permitindo que o conhecimento produzido e sistematizado no ambiente acadêmico seja compartilhado de maneira acessível e socialmente significativa. Para os acadêmicos envolvidos, a atividade proporciona uma experiência formativa que ultrapassa os espaços tradicionais de ensino, favorecendo o desenvolvimento de competências relacionadas à comunicação, oratória, trabalho em equipe, educação em saúde, responsabilidade social e utilização crítica de evidências científicas. A preparação dos programas também estimula o protagonismo estudantil e a capacidade de adaptar conteúdos científicos às características e necessidades do público. Dessa forma, a experiência contribui para uma formação médica mais humanizada, crítica e comprometida com a realidade social. A participação em uma ação de comunicação em saúde também possibilita aos estudantes compreenderem a importância da clareza, da escuta qualificada e da responsabilidade na divulgação de informações, especialmente quando são abordados temas relacionados à saúde de crianças e adolescentes. Conclui-se que a utilização do rádio como ferramenta de extensão universitária apresenta potencial significativo para a promoção da saúde infantojuvenil, favorecendo a democratização do acesso ao conhecimento científico, a prevenção de agravos e o fortalecimento do vínculo entre universidade e comunidade. A experiência demonstra ainda que estratégias de comunicação de amplo alcance podem complementar as ações presenciais de educação em saúde e contribuir para a formação de profissionais mais preparados para dialogar com diferentes públicos e responder às necessidades da comunidade. Nesse sentido, a iniciativa apresenta potencial de continuidade e replicação em outros contextos, fortalecendo a integração entre ensino, pesquisa e extensão e reafirmando o compromisso social da universidade com a promoção da saúde e da qualidade de vida da população.

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Publicado

2026-10-02

Como Citar

Promoção da Saúde da Criança e do Adolescente por Programa de Rádio: Relato de Experiência. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/123502. Acesso em: 27 out. 2026.