O Tema Livre Como Ferramenta para Uma Feira de Ciências Diversa.

Autores

  • Eduardo Bendik
  • Yanka Rocha de Lima
  • Teylor Campão Rodrigues
  • Laura Freire Mello
  • Rafael Lucyk Maurer

Palavras-chave:

Feira, Ciências, autonomia, investigação, cientifica

Resumo

A feira de ciências escolar tem sido uma ferramenta para o aprendizado durante um longo período na história da educação brasileira. Paulo Freire defendia que o ensino não deve ser apenas transferido, mas possibilitado para sua própria produção e construção, elevando o potencial das feiras de ciências para um local de amplo conhecimento e troca de ideias. O objetivo do presente estudo foi a realização de uma feira de ciências na Escola Estadual de Ensino Fundamental Heloisa Louzada, localizada na cidade de Dom Pedrito RS, organizada pelo grupo de bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). O primeiro passo de seleção dos projetos foi o processo de triagem em sala de aula, onde os alunos apresentaram seus trabalhos iniciais para serem selecionados para a feira de ciências oficial. Apenas dois trabalhos por turma foram classificados. Entre turmas de 6° a 9°ano foram contabilizados 59 trabalhos de diferentes áreas do conhecimento. Neste ano a feira contou com um diferencial das edições anteriores, onde a escola orientava o tema da feira de acordo com o tema escolhido pela Secretaria da Educação. No entanto, no ano de 2026 a escola optou por deixar os temas dos trabalhos livres, permitindo maior escolha aos alunos, o que afetou diretamente nos resultados apresentados. A feira de ciências é utilizada como uma importante estratégia pedagógica para promover o conhecimento cientifico, além de aproximar os alunos, fazendo com que participem juntos das diferentes etapas dos processos de investigação, quando os alunos não possuem um tema fixo a seguir, podem explorar as diversas possibilidades e escolher o tema de seus trabalhos, contribuindo significativamente para o desenvolvimento da sua autonomia, criatividade e resolução de problemas. A autonomia nesse contexto, principalmente com alunos dos anos finais do fundamental, está ligada a capacidade do aluno de construir seus projetos de maneira critica, estabelecer seus objetivos e testar suas hipóteses por conta própria. Além disso, sua participação como protagonista em seus trabalhos pode fortalecer o sentimento de responsabilidade e pertencimento ao seu contexto escolar, talvez estimulando uma maior participação das atividades propostas pelos professores. O papel do docente nesse tipo de atividade não deve ser diminuído pela liberdade de escolha dos alunos, sua orientação no desenvolvimento dos trabalhos é de extrema importância, tendo a função de guiar e mediar os seus discentes para que sejam responsáveis em suas pesquisas, utilizando fontes cientificas verídicas, para que eles consigam transformar uma ideia inicial de seu interesse em uma pesquisa cientifica fundamentada. Portanto, ao permitir que os alunos tivessem a liberdade na escolha de seus temas, contribui-se para uma educação diversa e focada nas crianças. Durante a triagem realizada na escola Heloisa Louzada, foram apresentados trabalhos focados na área de experimentação química e física, porem também surgiram projetos que utilizam produção de papel reciclável para meios artísticos, trabalhos de conscientização sobre reciclagem e sustentabilidade, alguns que comentavam e explicavam os fenômenos naturais que temos presenciado nos últimos anos, como as enchentes trágicas do Rio Grande do Sul. Outros que optaram pela área cultural e regional e trouxeram temas como a criação de cavalos crioulos na região do Pampa gaúcho. Nesse sentido, ao deixar aberta a escolha do tema, elevamos a feira de ciências de apenas uma exposição de trabalhos repetidos para um local de curiosidade, diversidade de conhecimento e desenvolvimento do aluno como pensador crítico.

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Publicado

2026-10-02

Como Citar

O Tema Livre Como Ferramenta para Uma Feira de Ciências Diversa. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/122691. Acesso em: 2 nov. 2026.