Monitoria de informática básica: mediação pedagógica no uso acadêmico de ferramentas em nuvem.
Palavras-chave:
Letramento, digital, Autonomia, estudantil, Competências, digitaisResumo
A incorporação de tecnologias digitais às atividades acadêmicas tornou o domínio de ferramentas de produtividade e colaboração em nuvem uma competência relevante para a participação dos estudantes nas diferentes práticas de ensino, como elaboração de trabalhos, organização e análise de dados, produção de apresentações e desenvolvimento de atividades colaborativas. Entretanto, a familiaridade cotidiana com smartphones, redes sociais e aplicativos de comunicação não implica, necessariamente, domínio de recursos computacionais utilizados no contexto universitário. Essa realidade foi observada na componente curricular de Informática, ofertada no semestre 2026/1, ofertada aos cursos de Nutrição, Engenharia Cartográfica e de Agrimensura (ECA) e Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia (BICT), no Campus Itaqui da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), especialmente diante de dúvidas relacionadas à organização de arquivos, formatação de documentos, utilização de planilhas e compartilhamento de conteúdos em ambientes digitais. Nesse contexto, a monitoria constituiu um espaço complementar às aulas, disponibilizando acompanhamento a cerca de 60 estudantes matriculados nas turmas. Este trabalho tem como objetivo relatar e analisar a experiência de atuação de um discente-monitor no apoio técnico-pedagógico aos estudantes, com ênfase no uso de ferramentas em nuvem, na resolução de dificuldades recorrentes e no estímulo à autonomia para realização das atividades acadêmicas. Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo, construído a partir das atividades desenvolvidas e das observações realizadas pelo monitor durante os atendimentos, que ocorreram presencialmente nos laboratórios de informática, de forma individual ou em pequenos grupos, e remotamente, por meio de aplicativo de mensagens. A atuação do monitor concentrou-se na identificação das dificuldades apresentadas pelos estudantes, na demonstração dos procedimentos necessários para a execução das tarefas e na orientação para que os próprios acadêmicos reproduzissem posteriormente as operações, evitando que o atendimento se restringisse à simples execução das atividades pelo monitor. Entre os recursos mais utilizados estiveram Google Documentos, Planilhas, Formulários, Apresentações e Drive, além do Canva, empregados na produção e formatação de textos, organização e análise de dados, elaboração de apresentações, coleta de informações, armazenamento e trabalho colaborativo. A experiência evidenciou que parte das dificuldades apresentadas pelos estudantes estava relacionada não apenas ao conhecimento de comandos específicos, mas também à compreensão de procedimentos básicos de organização do trabalho digital, como gerenciamento de arquivos e pastas, compartilhamento com permissões adequadas, uso de referências de células em planilhas e seleção de recursos apropriados para cada tarefa. Ao longo dos atendimentos, observou-se maior desenvoltura dos estudantes na execução das atividades, redução da recorrência de dúvidas relacionadas a procedimentos anteriormente trabalhados e maior autonomia na utilização das ferramentas. O atendimento individual ou em grupos reduzidos também favoreceu a manifestação de dúvidas que, em situações coletivas de aula, poderiam não ser apresentadas pelos estudantes, possibilitando uma mediação mais ajustada às diferentes experiências prévias com tecnologias digitais. O canal remoto mostrou-se complementar ao atendimento presencial ao permitir esclarecimentos pontuais durante a realização das tarefas e contribuir para a continuidade do processo de aprendizagem. Para o discente-monitor, a experiência também representou um espaço formativo, exigindo o desenvolvimento de estratégias de comunicação, escuta ativa, capacidade de identificar diferentes formas de explicar um mesmo procedimento e adequação da linguagem técnica às necessidades de cada estudante. Os resultados observados indicam que a monitoria em Informática pode desempenhar papel relevante na redução de barreiras relacionadas ao uso acadêmico das tecnologias digitais, contribuindo para o desenvolvimento da autonomia estudantil e para melhores condições de acompanhamento das atividades curriculares. Conclui-se que a monitoria, quando articulada às demandas efetivamente apresentadas pelos estudantes, ultrapassa a dimensão de suporte técnico e se constitui como estratégia de mediação pedagógica, favorecendo a aprendizagem, a inclusão digital, a autonomia e melhores condições de participação dos estudantes nas atividades acadêmicas.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Downloads
Publicado
2026-10-02
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Monitoria de informática básica: mediação pedagógica no uso acadêmico de ferramentas em nuvem. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 18, 2026. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/122689. Acesso em: 24 out. 2026.